Crítica | Como Mágica (2026)

Chegou ao catálogo da Netflix um filme animado infantil estrelado por Michael B. Jordan e que logo chamou atenção, ficando na lista dos mais assistidos por várias semanas.
Como Mágica (ou Swapped, no título original) nos apresenta a historia de Ollie, um pookoo , uma pequena criatura da floresta similar a um esquilo, que para buscar solução para a falta de alimento que ameaça de extinção a sua espécie tenta espantar os javans (uma espécie de ave) do Vale onde vivem. No entanto, ele acaba se tornando um Javan enquanto Ivy, uma Javan, se torna um Pookoo.
Nessa mistura de Se Eu Fosse Você (ou Uma Sexta-Feira Muito Louca) com filmes da Pixar, temos uma obra muito bonita, de simples realização, com boas lições e até mesmo um dos grandes plot twists de 2026! Será que vale a pena assistir? Confira a crítica.
Uma aventura estilo Pixar
Enquanto assistia a Como Mágica fiquei me perguntando como um filme desses não foi lançado para os cinemas. Ele é uma clássica aventura estilo Pixar, onde em uma aventura vemos nosso protagonista causando um problema, precisando sair em uma jornada para resolver esse problema e conhecendo muito mais do mundo onde vive em meio a essa situação.
Com as vozes originais de Michael B. Jordan e Juno Temple nos papeis de protagonistas, o filme tem um trabalho de voz muito bom. A animação está muito bem feita e bonita, usando cores vivas para ressaltar o local mágico onde vivem as diferentes criaturas da floresta. Não é um filme realista, tanto que nem se usam nomes de espécies reais, mas é tudo fácil de identificar e também de surpreender com a inventividade.
Tem um vilão!
Muito tem se reclamado de animações atuais que escondem a figura vilanesca de suas obras. Ou o vilão não está presente, sendo a “ameaça” só as dificuldades do protagonista em sua jornada, ou se o vilão está lá, ele não é tão malvado assim. Em Como Mágica temos uma figura central de vilão bem definida, e isso é muito bom.
Além de ajudar a história a ter uma boa progressão narrativa, o vilão também é responsável pela reviravolta principal do filme, deixando em choque até quem acompanhou tudo de forma atenta. Esse plot twist foi muito bem-vindo e se você não esbarrou em algum meme nas redes sociais, com certeza a surpresa foi grande.
Veja a seguir: Animação é gênero do cinema? Esclareça essa dúvida
Lições sobre amizade, união e colaboração
Em tempos onde cada vez mais se foca nas individualidades, um filme que exalta o trabalho coletivo é sempre importante. Como Mágica ensina que por mais que cada espécie tenha suas diferenças e particularidades, o conjunto é o que vai fazer as coisas funcionarem de verdade. Não adianta pensar só no seu lado, é preciso que todo mundo esteja bem para que as coisas andem bem.
As criaturas e o Vale onde vivem servem como uma lúdica metáfora para o nosso mundo. A “briga” entre os Pookos e os Javans sobre o fruto que os alimenta também faz uma referência a constante busca por dinheiro, trabalho, com um tentando não somente garantir o seu, mas fazer com o que o outro não tenha mais nada. Só para, no fim, mostrar que todo mundo sai perdendo pensando dessa forma.
O que poderia ser melhor
Falta ao filme uma trilha sonora mais marcante para torná-lo memorável. Também há momentos de “lições repetidas” e um certo didatismo, que dá para entender devido ao público-alvo ser as crianças, mas ainda assim poderia ser um pouquinho mais caprichado.
E há uma solução no final que eu tinha certeza que o filme acabaria tomando, mas que poderia ser feita de outra forma. Nada que interfira na qualidade da obra, aqui é mais um “detalhe” mesmo.
Vale a pena assistir Como Mágica?
Como Mágica vai encantar as crianças e pode conversar com os adultos com boas lições. É um filme que merece o sucesso que fez nos streamings e que poderia facilmente ser um lançamento grande nos cinemas. Com um bom trabalho de voz e animação impecavelmente bonita, o longa-metragem animado já está na lista de um dos melhores de 2026.

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