Review | VisionQuest 1×07 (Immolation)

Review | VisionQuest 1×07 (Immolation)

Penúltimo episódio de VisionQuest chega com respostas importantes sobre os mistérios da série além de esclarecer as temáticas trabalhadas até aqui.

Vamos falar a respeito, com spoilers, logo a seguir. Siga na leitura para conferir!

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Visita ao passado e contexto

O episódio abre mostrando o ano de 1939 com o Dr. Phineas Horton, interpretado por Paul Bettany, sem aceitar o luto de perder o filho James e sendo abandonado pela família ao vender todos os bens dela para criar o primeiro ser sintético, o J.I.M, que descobrimos ser Jim Hammond, o Tocha-Humana Original do Universo Cinematográfico Marvel que já havia sido referenciado na série.

Esse início serve para nos apresentar que Phineas é o avatar humano do Visão e que toda essa história teve início muito antes de Ultron, Tony Stark e Vingadores estarem envolvidos. É um contexto importante e relevante para as revelações que virão no decorrer do capítulo.

A conclusão do Navio de Teseu

Lembra do embate entre o Visão do Hex e o Visão Branco em WandaVision? Finalmente temos a conclusão aqui. O episódio coloca Visão para entrar nas camadas mais profundas de sua programação, o que é representado visualmente como se ele estivesse indo para o porão da sua casa.

Em cada andar ele acha algo novo. As memórias dos filhos Tommy e Billy, um encontro com o Visão criado por Wanda em WandaVision e, claro, seu encontro com Phineas Horton e J.I.M. para ter acesso ao código-fonte original. É aqui que finalmente o Visão Branco aceita que ele simplesmente… é o Visão.

Por muito tempo ele não quis aceitar essa verdade para não ter que lidar com o fato de que seus sentimentos nunca foram embora, estavam somente reprimidos pela perda. A perda da própria vida em Vingadores: Guerra Infinita, a perda da vida ao lado de Wanda e os filhos em Westview e, sem duvidas, a perda do seu grande amor. É só aceitando isso que ele consegue retomar seu visual colorido e consegue ter o poder suficiente para salvar Lisa Molinari.

Apesar de ser destruído, remontado… o navio de Teseu, neste caso o Visão, nunca deixou de ser quem ele é. Uma excelente conclusão de arco que faz com que essa ‘trilogia’ WandaVision – Agatha Desde Sempre – VisionQuest seja a mais bem construída do MCU nos últimos anos.

Jocasta, Ultron e o cliente misterioso

O episódio mostra que o cliente misterioso não estava atrás somente do Visão, mas também da Jocasta. Enquanto Visão tem sua jornada, Jocasta revisita memórias e só no final é revelado o motivo. A Drª Josephine Carrington tinha um relacionamento com o tal cliente.

Eis que o contexto apresentado no início do episódio volta a fazer sentido ao revelar que temos nada mais nada menos que o avatar humano do Ultron como essa pessoa misteriosa. Seu nome ainda não foi revelado, mas pela casa onde ele está, a tecnologia que tem disponível e o relacionamento com Jo Carrington me leva a crer que seja um descendente, talvez neto, de Phineas Horton.

Agora, Visão e Jocasta estão sob seu controle e Tommy provavelmente será peça-chave para resolver a trama no capítulo final.

Um bom episódio

VisionQuest chega a seu penúltimo capítulo fechando arcos importantes e estabelecendo o caminho para o conflito final. Talvez essa revelação pudesse ter acontecido um episódio antes para dar mais tempo de desenvolver antes de fechar a história? Saberemos se haverá tempo hábil no capítulo final para resolver tudo sem ficar apressado.

Mas, fato é que gostei mais deste episódio 7 do que dos dois lançados na semana anterior. São desenvolvimentos de personagem coerentes e a história está sendo bem contada. Agora é torcer por um final satisfatório.

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Sobre o Autor

Heider Mota
Heider Mota
Baiano, 30 anos, jornalista. Gosto de dar meus pitacos sobre filmes e séries por aqui.