Plot-twist da vida: você se engana ou deixa se enganar?

Você se engana, é enganado ou escolhe se enganar? Tem diferença nessas ações? Ainda estou refletindo. Mas, quando você assistiu a Ilha do Medo você se sentiu vilipendiado pela trama ou percebeu que tudo sempre esteve ali, você apenas não percebeu? A vida tem dessas com a gente também, ignoramos os detalhes, nos agarramos ao que queremos e depois nos sentimos os coitados donos e proprietários da Coitadolândia. Mas, será que tudo não foi uma falta de atenção?
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Há alguns anos, não muitos, assisti a Ilha do Medo, o amado/odiado filme de Martin Scorcese, estrelado por Leonardo DiCaprio. Neste longa acompanhamos a trama de um (como posso explicar sem spoilers?)… enfim, você vê uma história em um hospital psquiátrico, onde se desenvolvem tramas e subtramas que te fazem questionar: o que realmente está acontecendo aqui?
Em um determinado ponto do filme tudo fica claro e você pode se sentir enganado. Há muitos filmes de plot-twist que realmente enganam. Quer um exemplo? A Visita, de shambalaya. Vou explicar sem spoilers também. Até que todos – nós e a trama – descubra o que está acontecendo, muitos elementos ficam magicamente para trás sem muitas explicações claras.
Não quero detalhar os filmes aqui, nem estregar sua surpresa se um dia for assisti-los, por isso não vou reverlar nenhum detalhe de nenhum dos dois. O ponto aqui é: às vezes a vida nos engana mesmo, mas muitas vezes nos deixamos enganar.
Queremos uma resposta, uma saída, talvez até uma solução e nos apegamos ao primeiro resultado que nos aparece. Com isso ignoramos nossos sentimentos reais sobre as circunstâncias, deixamos para trás os avisos de pessoas que nos querem bem e vamos fazendo uma trilha de desapego.
Depois de um momento a ficha cai. O engano se desmascara. E aí? Vai culpar a vida, a situação, as pessoas ou sua imprudência em ignorar o que não deveria ser ignorado?
Queremos sempre ser aquela pessoa esperta que desvenda os mistérios da vida, quando na verdade não conseguimos enxergar nem mesmo um palmo a nossa frente.
Mas, ei: o lado bom, é que ao contrário dos filmes, a vida segue. Novos ciclos, novas oportunidades e novos caminhos surgirão. Haverá sempre novas possibilidades, algumas piores, outras melhores e há sempre o aprendizado, por mais doloroso que seja.
Sobre o Autor
- Jornalista de formação, sou redatora há 10 anos. Já escrevi de tudo um pouco e agora estou mergulhando no universo do entretenimento. Há muito o que se descobrir por aí e é através da comunicação que quero fazer isso: this is the way!
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