Crítica | Off Campus: Amores Improváveis

O novo sucesso da Amazon Prime Video pode ser considerado surpreendente. Não apenas pela trama, que empolga apesar dos clichês, mas também por ser a adaptação de um livro que foi lançado em 2015 – lá se vão 11 anos. No entanto, isso não impediu o sucesso estrondoso de Off Campus: Amores Improváveis, a terceira maior estreia da história do streaming.
Protagonizado por Hannah (Ella Bright) e Garrett (Belmont Cameli), Amores Improváveis é a legítima história de romance universitário entre opostos. Ainda assim, é cativante e surpreende, inclusive por tocar em temas sensíveis, como o abuso sexual, sem apelar para o sensacionalismo. O Entre Sinopses já assistiu e te conta mais sobre!
Um romance apaixonante
Hannah e Garrett têm objetivos em comum: ela busca a paixão não correspondida de um músico, ele resolver os problemas para passar em determinada matéria. Ela também compõe músicas e sonha em seguir na área (da qual conquistou uma bolsa para estar na universidade). Ele é a estrela do time de hóquei e futuro jogador da liga nacional, além de ser filho de um dos maiores da modalidade.
Os episódios passam e o clima entre eles aumenta. No início, uma divertida amizade e uma relação próxima de confiança. No decorrer, uma paixão inesperada e os desafios de unir dois mundos tão diferentes. É a sinopse mais genérica que você, provavelmente, já assistiu em tantas outras produções. Mas nem isso tira o carisma de Off Campus. Pelo contrário, nos ganha exatamente por esse motivo.
Clichês são clichês por um motivo. E aqui faz todo o sentido. A natural relação entre os dois, desenvolvida em especial na base do companheirismo, cativa. Eles são diferentes, mas se complementam. Inclusive, passam a ser âncoras um para o outro, mas não dependência. Continuam tendo suas amizades e vida própria. Além disso, não são perfeitos, continuam com erros e precisando aprender e entender as fragilidades do companheiro.
No entanto, não se vive apenas de amores em Off Campus. Allie (Mika Abdalla) e Hannah tem uma amizade incrível, as duas se completam. Assim como o time de hóquei, o carismático Logan (Antonio Cipriano), o mulherengo Dean (Stephen Kalyn) e o ‘boa-praça’ Tucker (Jalen Thomas Brooks) proporcionam momentos hilários e embates tensos, mas que mostram como a amizade é essencial para a formação de uma equipe.
E claro, não podemos esquecer que é uma série erótica. A nudez e a sensualidade fazem parte do enredo, mas também não é aquela típica produção que chama atenção apenas por este aspecto.
No entanto, nem tudo são flores. Temas sensíveis como abuso sexual e violência doméstica integram parte fundamental do enredo. Os traumas vividos pelos protagonistas são responsáveis por momentos importantes da primeira temporada. Ainda assim, apesar de debater de forma relevante os assuntos, eles estão longe de ser o centro do desenrolar da trama. O que é importante, para manter a leveza apresentada desde o primeiro episódio.
Pequenas fragilidades
Off Campus, contudo, está longe de ser perfeita. Defeitos como ações inconstantes dos personagens e uma trama simples, sem grandes surpresas, podem deixar aqueles que não gostam tanto do gênero com um pé atrás. Mas admito que, para mim, não foram problemas ou prejudicaram a experiência.
Próximas temporadas de Off Campus
A Amazon Prime Video já iniciou a divulgação da segunda temporada da série. Ainda não há uma data confirmada, mas o casal protagonista será Allie e Dean. A produção também confirmou a introdução do personagem John Logan e seu par romântico, Grace Iver, e a continuidade de Hannah e Garrett.
Vale a pena ver Off Campus?
É uma série muito gostosinha e cativante de assistir. Estou ansioso pelo desenrolar da trama de Hannah e Garrett e conhecer, de forma mais aprofundada, os novos casais. É um daqueles passatempos pra lá de divertidos.

Sobre o Autor

- Jornalista. Repórter no Folha do Mate, podcaster no Na Tabela e HTE Sports. Pitacos sobre cinema e cultura pop no Entre Sinopses.
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