Crítica | Confie em Mim – O Falso Profeta

As primeiras imagens do documentário Confie em Mim – O Falso Profeta, disponível na Netflix, chamam atenção pelo visual “exótico” de sua protagonista, Christine Marie. O pôster também é bem curioso, digamos assim. Mas, ao começar a assistir você vai ficar tão indignado quanto interessado naquela historia e vai querer conferir de uma só vez os quatro episódios para saber até onde aquela história chegou.
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Uma realidade chocante
Quem conhece o mínimo sobre seitas já ouviu falar sobre como se comportam os seguidores da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Últimos Dias nos Estados Unidos da América. Esse grupo se separou da Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias, ou simplesmente a Igreja dos Mórmons.
Sua principal organização se encontra em Hildale, Utah, e Colorado City, Arizona. A igreja tem escândalos reincidentes e conhecidos internacionalmente que envolvem: poligamia compulsória, abuso de menores, estupro e muitos outros.
Como o nome propõe, os ideiais da igreja se baseiam em radicalismos que partem do pré-suposto da base original da fé professada por muitos e usa isso como arma de controle, fazendo com que crianças, mulheres e famílias inteiras vivam sob um regime especial, precisando compartilhar as mesmas casas, usar roupas semelhantes, penteados parecidos, além de disputarem a atenção de um lider religioso que as explora.
Impossível não odiar
Confie em Mim – O Falso Profeta é como se fosse a segunda temporada da vida real daquele lugar. Antes dele houve o caso narrado pelo documentário Rezar e Obedecer, que mostra Warren Jeffs, o ex-lider da igreja que foi preso pelos crimes já mencionados.
Com a cidade e os fiés sem o líder, se levantou um novo homem, por nome de Samuel Bateman. Ele se colocou com um novo profeta e começou a se casar com jovens moças da região e criar seu “harém”, que incluia até meninas menores de idade.
São quatro episódios de embrulhar o estômago, pois com o mínimo conhecimento sobre domínio religioso e exploração sabe-se onde tudo aquilo vai dar.
Trabalho impecável
Tudo começa com Christine Marie e seu esposo Tolga chegando para morar naquela cidade. O começo do documentário se passa anos antes dos eventos finais e chama a atenção a história que Marie guarda com ela.
Cativante e determinada, Christine Marie, conta logo de cara que sofreu abusos ligados a religião. Então você percebe que se trata de algo muito íntimo para ela viver tudo aquilo. Ela sabe o que aquelas mulheres estão passarando, por isso entende que pode e deve ajudar.
Vale a pena assistir
A jornada é enojante, mas existe algum tipo de alívio ao assistir tudo. Vale a pena conferir esse documentário pois ele lembra como existem armadilhas em diferentes lugares e de maneiras supreendentes. É necessário atenção em quem se confia, dá ouvidos e espaço.
Sobre o Autor
- Jornalista de formação, sou redatora há 10 anos. Já escrevi de tudo um pouco e agora estou mergulhando no universo do entretenimento. Há muito o que se descobrir por aí e é através da comunicação que quero fazer isso: this is the way!
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