Crítica | A Hipótese do Amor (2026)

Crítica | A Hipótese do Amor (2026)

Antes do lançamento de A Hipótese do Amor acompanhamos a atriz Lili Reinhart recriando memoráveis looks de comédias românticas dos anos 90 e 2000, como Para Sempre Cinderela (1998); Um Crime Entre Amigas (1999); Miss Simpatia (2000); Como Perder um Homem em 10 Dias (2003); Grande Menina, Pequena Mulher (2003) e De Repente 30 (2004) e após assistir ao longa, lançado nesta terça-feira, 23, no Prime Video conseguimos entender perfeitamente a estratégia que ela usou, pois a obra junta tudo que nós mais amamos nos Rom Coms de antigamente – aquelas comédias românticas que misturam humor e romance para contar histórias de amor leves, divertidas e emocionantes.

O filme A Hipótese do Amor é baseado no livro de mesmo nome da autora Ali Hazelwood, este que é inspirado em uma fanfic do universo de Star Wars, focada no casal Rey e Kylo Ren.  Nele vamos conhecer a história de Olive Smith (Lili Reinhart), uma estudante de doutorado em Biologia na Universidade de Stanford, que aceita fingir um relacionamento com o temido e rigoroso professor Adam Carlsen (Tom Bateman) para convencer sua melhor amiga, Anh Pham (Rachel Marsh), de que superou a quedinha que tinha pelo Jeremy (Nicholas Duvernay), mas a farsa logo dá lugar a sentimentos reais.

Típica comédia romântica dos anos 2000

Como alguém que simplesmente não resiste a um bom fake dating (os amados namoros de mentira) – meu subgênero favorito de comédia romântica -, confesso que sou totalmente suspeita para falar. Mas é quase impossível não se render ao charme de uma boa mentira que sai do controle, e A Hipótese do Amor abraça essa cartilha famosa dos filmes com gosto, trazendo aquela energia nostálgica de comédia romântica clássica dos anos 2000. 

O filme assume seu enredo leve e bobinho sem medo de ser clichê, entregando exatamente o conforto que a gente procura nesse tipo de história: cenas divertidas em que o casal principal brilha junto. O elenco acerta em cheio, com Lili Reinhardt e Tom Bettman formando uma dupla carismática, com uma química que rende momentos muito engraçados, sendo impossível não sorrir ao vê-los juntos em momentos tão universais de filmes do gênero.

Essa convivência forçada une com perfeição o carisma cativante e desajeitado da personagem de Olive com a postura durão, fechada e séria que ele tenta manter, resultando em uma química irresistível e em cenas que tornam a experiência leve, divertida e muito gostosa de assistir. 

Personagens secundários cativantes

O carisma, aliás, não é exclusividade do casal principal, já que o filme brilha ao investir em personagens secundários cativantes que sustentam o fôlego da narrativa com muita simpatia. É o caso de Anh Pham (Rachel Marsh), Jeremy (Nicholas Duvernay) e Malcom (Jaboukie Young-White). 

Para além do romance, o enredo focado na amizade – especialmente a dedicação de Olive para que a Anh possa viver esse romance com o Jeremy – é, na minha opinião, uma das partes mais bonitas e tocantes do filme. Essa dinâmica afetuosa traz um calor genuíno para a história, provando que os laços de amizade ao redor dos protagonistas importam tanto quanto a relação principal e enriquecendo ainda mais a experiência do espectador.

Enredo muito corrido em A Hipótese do Amor

Apesar da leveza e do quentinho no coração, o roteiro peca um pouco no ritmo, atropelando etapas importantes da narrativa. Desde o momento em que o plano do namoro de mentira é tramado até a transição para a paixão dos dois, tudo acontece rápido demais, passando uma sensação de pressa que prejudica o desenvolvimento natural da trama.  Além disso, o conflito principal do filme acontece muito próximo ao final, então mais uma vez o desenrolar das coisas acontece na correria e com uma solução muito rápida para o problema. 

Vale a pena assistir A Hipótese do Amor?

Ainda assim, a experiência de assistir se sustenta pelo carisma dos personagens; sendo uma comédia romântica interessante, extremamente gostosinha e despretensiosa, perfeita para quem quer desligar a cabeça e embarcar em mais um romance previsível, mas deliciosamente divertido.

Casal de A Hipótese do Amor
A HIPÓTESE DO AMOR (2026)
O filme assume seu enredo leve e bobinho sem medo de ser clichê, entregando exatamente o conforto que a gente procura nesse tipo de história: cenas divertidas em que o casal principal brilha junto
4

Sobre o Autor

Juliene Pereira
Juliene Pereira