Review | X-Men ’97 (2ª temporada – Episódios 1 a 3)

A segunda temporada de X-Men ’97 chegou ao Disney e é hora da gente falar sobre essa animação de qualidade incrível e com uma história mais adulta e engajante. Confira, a seguir, o que achamos do início dessa nova temporada!
Foram lançados 3 episódios no Disney+, mas o Entre Sinopses teve acesso antecipado ao quarto episódio. Siga na leitura para conferir.
Quais são as séries animadas dos X-Men? Confira aqui!
2×01 – Dias de um Futuro Passado

Nessa segunda temporada partimos exatamente do final do ano anterior. A história termina com os X-Men sendo separados e enviados a diferentes linhas do tempo. No primeiro episódio, vemos Jean Grey e Ciclope ao lado de Nathan Summers, seu filho que foi levado por Bishop para o futuro para se curar do vírus tecnorgânico que o atingiu. Nathan, já mais crescido, ainda não sabe que aquelas pessoas são seus pais, mas já cria um vínculo com eles.
Nos anos 90, Forge e Bishop reconstroem os dispositivos de viagem temporal. Forge vai para o futuro onde Tempestade está ao lado de Wolverine, Morfo, Jean e Ciclope e lá eles precisam lidar com uma realidade dominada pelo Apocalipse e onde mutantes são escravizados. A resistência é liderada por Nathan Sumers e a Mãe Askani, que comanda o clã dos Askani.
O foco maior do capítulo está no drama de Nathan em cumprir seu destino e em Ciclope e Jean Grey querendo ter mais tempo ao lado do filho antes de voltarem ao seu passado. É muito bem construído esse drama e as falas misteriosas da Mãe Askani dão um ar de suspense e dúvida bem-vindos à trama. As cenas de ação também funcionam bem e a resolução, com Nathan dando o passo para se tornar Cable fecha o ciclo de forma satisfatória.
2×02 – Uma Força a Ser Reconhecida

Com Cable sendo uma figura essencial para a história, era evidente que teríamos mais dele. No segundo episódio, bastante inventivo por sinal, vemos “O Escolhido” voltando aos anos 90 para recrutar mais mutantes, já que conta com a ajuda de Psylocke e Arcanjo.
A introdução do capítulo nos mostra que, sem a presença dos X-Men nos anos 90, o governo reuniu um grupo de mutantes para formar a equipe X-Factor, que serve como uma “polícia” que prende mutantes que são considerados ameaças. É nesse momento que vemos Jubileu e Roberto Da Costa sendo recrutados por Cable para formar a X-Force (olha aí o trocadilho do título do episódio), que inclusive mexe com a abertura do episódio e faz algo muito legal.
Trazendo novos personagens e uma tonelada de referências, o episódio tem momentos que se passam no Brasil e focam na equipe de Cable e Jubileu tentando reunir informações sobre Apocalipse indo atrás de um de seus cavaleiros.
Jubileu, que sempre foi uma das melhores coadjuvantes desde a série original, ganha espaço de protagonista aqui e aparece bem em cenas de ação e também na parte dramática, mostrando que mesmo longe do restante da equipe dos X-Men, ela consegue manter o seu legado.
Gosto bastante de como o episódio trabalha a ausência dos X-Men nesse mundo, e como o governo “se alia” com mutantes e se aproveita da ausência de Xavier e seus liderados para forçar essa espécie de milícia mutante. É muito legal também como Jubileu consegue transformar Cable, mesmo que aos poucos, levando os ensinamentos dos X-Men adiante.
2×03 – A Ascensão do Apocalipse: parte 1

Um dos ganchos mais instigantes deixados pelo final da primeira temporada foi ver como os X-Men lidariam com uma versão mais jovem do Apocalipse. Aqui conhecemos En Sabah Nur, o primeiro mutante. Ex-escravo, Nur foi libertado e agora busca vingança contra aqueles que o exploraram durante toda a sua vida. É interessante como a série dá um background para o vilão, mostrando seu passado (desde o abandono da mãe, a forma como ele era tratado por ser diferente, a exploração…).
Com uma típica história de humanização do vilão, a série aproveita isso para aproximar Magneto de Nur e tentar mudar o passado para alterar o futuro. Magnus entende que se conseguir fazer com que Nur não se torne um vilão, mas o primeiro X-Man da história, a convivência entre humanos e mutantes poderia ser realizada da forma que Charles Xavier sempre sonhou.
Mas… é claro que estamos falando do vilão Apocalipse e as coisas iriam desandar. A virada não demora para acontecer e o episódio fecha com Nur começando a trilhar o caminho destrutivo que sabemos que ele terá no futuro. Além disso, há referências a um certo conquistador que quem conhece dos quadrinhos já sacou de quem se trata.
Uso esse episódio para dizer que estou gostando bastante de como a temporada está conseguindo trabalhar bem os grupos de X-Men separados nas linhas temporais. Cada um tem seus dramas, suas batalhas e seus objetivos, mas todos estão entrelaçados no legado que a equipe carrega. Isso é lindo de se ver.
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