Review | The Boys 5×08 (Blood and Bone)

Review | The Boys 5×08 (Blood and Bone)

The Boys chega ao fim e a sensação que fica é que o desfecho não teve a grandiosidade que a série merecia. O episódio final tem até momentos interessantes e alguns finais que fazem sentido, mas que ainda assim não foi o suficiente para salvar uma temporada final que, infelizmente, deixa o recado de que foi insuficiente.

Vamos falar a respeito, com spoilers. Siga por sua conta e risco. Vamos falar do episódio 8 da 5ª temporada de The Boys, a series finale, Blood and Bone (Sangue e Ossos).

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Um desfecho simples, mas coerente

Particularmente, eu gostei dos finais de quase todos os personagens. A maioria aconteceu do jeito que deveria ser, talvez com um escopo menor do que o que a série demandava pela construção dos arcos e histórias. No entanto, não consigo ver finais diferentes do que foram os escolhidos.

A luta final contra o Capitão Pátria na Casa Branca foi muito interessante, mas me incomodou ser tão simples e pequeno o embate. Depois de tudo o que aconteceu, de toda a preparação, do Homelander tomar o V1… a luta se resumiu a um embate dele com Bruto, Ryan e Kimiko somente? Era a hora de todos os The Boys e os supers aliados aparecerem e terem uma luta digna de desfecho de história.

Ainda assim, achei legal a decisão da forma como Kimiko usa o raio do Soldier Boy para tirar os poderes do Pátria (ainda que esse deus ex machina não tenha me agradado, esperava outras formas de resolver o problema). Chama atenção também que antes do Homelander perder os poderes, a luta com Bruto já era bem equilibrada.

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O ponto mais alto foi ver o Capitão sem poderes tentando voar para fugir e sem conseguir. Depois, apanhando e implorando pela vida como figura patética que ele é. Isso traz de volta o diálogo do Trem-Bala no final do primeiro episódio dessa temporada. Sem os poderes, o Homelander, ou somente John, não é nada além de um bebê chorão patético. E isso ter sido televisionado para todo o país foi muito bom. A derrota dele, morto por Bruto, é um dos momentos mais satisfatórios de toda a série.

Gostei da Starlight participar do final do Profundo, mas verdade seja dita: esse personagem fez hora-extra e seu final poderia ter acontecido antes. Queria que a nossa Luz-Estrela participasse mais do embate final, mas isso não aconteceu para que ela não fosse atingida pelo raio da Kimiko e não perdesse os poderes.

Com Homelander derrotado, Bruto perde seu propósito de vida. E ao ver Ryan não querer seguir em frente com ele e perdendo o cachorro Terror, não restava outra saída para o personagem a não ser querer destruir todos os Supers. Isso seria muito mais interessante se trabalhado em um episódio inteiro, e não somente em 15 minutos. O desfecho de Bruto pelas mãos de Hughie é triste, mas coerente. Queria que fosse diferente, mas era difícil que não fosse assim.

Por fim, todos os personagens tem um final “feliz”. Mana Sábia perde a inteligência e passa a viver como sempre quis. Kimiko adota um cachorro e vai para a França, onde se lembra do seu amado. Leitinho volta para a família e agora se torna o guardião de Ryan. Hughie e Starlight vão ter uma filha e juntos vivem uma vida comum, mas combatendo o crime por conta própria. Faltou mostrar mais do universo e das consequências de tudo o que aconteceu, mas guardaram isso para futuros spin-offs infelizmente.

Porém que não salva a temporada

No entanto, um final coerente e simples não salva uma temporada irregular. Fica a sensação de que acompanhamos sete episódios de preparação para um desfecho muito mais contido do que foi prometido. Seja pelo marketing, pelos planos e missões, ou pelo que se construiu ao longo das 5 temporadas no universo.

O grande erro de The Boys foi não saber lidar com sua grandiosidade. O episódio final, de forma isolada, foi consistente. Mas quando visto como uma última peça da quinta temporada, ele perde força pois não conseguiu resolver todos os problemas que foram criados pelo ano tão inconsistente. É uma pena que fica um gostinho agridoce. Os destinos dos personagens foram bem resolvidos, a trajetória até chegar neles infelizmente não.

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Sobre o Autor

Heider Mota
Heider Mota
Baiano, 29 anos, jornalista. Gosto de dar meus pitacos sobre filmes e séries por aqui.