Review | Demolidor: Renascido 2×08 (The Southern Cross)

Review | Demolidor: Renascido 2×08 (The Southern Cross)

Chegamos ao último episódio da segunda temporada de Demolidor: Renascido com a promessa de resolver seus principais conflitos e, ao mesmo tempo, preparar o terreno para o que vem pela frente. E, de forma geral, o episódio cumpre bem esse papel!

Vem conferir a análise completa da season finale de Demolidor: Renascido. Com spoilers!

Confira: todos os reviews da 2ª temporada de Demolidor: Renascido

Matt Murdock muda o jogo!

A trama gira em torno da reta final do julgamento de Karen Page, que começa em desvantagem com a ausência de Matt Murdock após o ataque sofrido no episódio anterior. No entanto, tudo muda com o retorno dele. Matt chega na hora certa para confrontar sua ex-namorada, e atual aliada de Fisk, Heather Glenn.. Esse momento funciona tanto pelo peso dramático, quanto pelas dinâmicaa. Esse era um encontro que a série estava devendo.

E depois, a grande virada acontece quando Wilson Fisk é chamado por Matt para testemunhar. Como esperado, ele também tem um plano em andamento. A tentativa de ataque ao tribunal com um falso Mercenário já indicava que algo maior estava por vir, mas a aparição do verdadeiro Mercenário eleva a tensão. O confronto é rápido e brutal, reforçando o nível de perigo que o Dex representa. É um callback interessante à série original, colocando Mercenário contra Mercenário (referência a quando o próprio Dex se vestiu de Demolidor e confrontou Matt).

Mas o grande momento desse arco acontece quando Matt revela sua identidade como Demolidor em tribunal. É uma decisão extrema, mas coerente com tudo que vinha sendo construído e basicamente era a única coisa que ele poderia fazer para virar as coisas a seu favor, ao menos em primeiro momento. Com isso, ele invalida as ações de Fisk e desmonta o julgamento, pois todas as ações perdem a legimitidade.

Apesar da violência, a solução é outra

Apesar de impedir o falso Mercenário, Dex comete um erro ao tentar ele mesmo eliminar Fisk. Isso acaba servindo como combustível para o vilão tentar retomar controle da situação, decretando estado de sítio e levando Nova York ao caos. A sequência da invasão ao tribunal é intensa, com vários civis vestidos de Demolidor enfrentando o próprio Fisk. É violento e caótico, mas principalmente servindo para reforçar a ideia de que a cidade já não aguenta mais esse ciclo.

O confronto final entre Matt e Fisk é mais contido, focado na palavra em vez da ação. Matt reconhece que aquela guerra não teria fim e propõe novamente o acordo. Fisk não vê outra saída se não aceitar e deixa Nova York. É um encerramento que mostra que apesar da série estar cada vez mais investindo nas cenas de luta e na violência, essa situação não poderia ser resolvida pela força, mas sim na diplomacia.

Epilógo desenha o que vem por aí

No epílogo temos um gostinho do que virá na já confirmada terceira temporada da série .

Após se revelar como Demolidor, Matt Murdock é preso pelos crimes cometidos no papel do vigilante. Ele já esperava por isso, e a cena de despedida com Karen Page é bonita. Curiosamente, Matt ficará na mesma cadeia que os policiais da Força-Tarefa, já antecipando possíveis conflitos que virão pela frente.

Luke Cage retorna e se reconecta com Jessica Jones e com a filha Danielle. Jessica, inclusive, volta a morar no apartamento que é sede da Alias Investigations, um aceno interessante à série original da personagem.

BB Urich vai trabalhar no NY Bulletin e assume a sala que era do seu tio, em um encaminhamento de arco bem interessante. Já Dex, agora ao lado de Mr. Charles, passará a trabalhar como infiltrado para o governo e Valentina Allegra de Fontaine. Onde será que ele vai aparecer no futuro? E, claro, Heather Glenn abraçando o sinistro lado da sua mente que deseja que ela se torne o seu maior medo, ela será a nova Muse.

É um bom desfecho para uma boa temporada

Demolidor: Renascido entrega na sua finale um episódio que faz sentido em todos os seus desfechos. A vitória de Matt acontece no tribunal e depois na “negociação” com Fisk. Isso reforça a essência do personagem e fecha a temporada de forma coerente. Nova York não poderia suportar mais esse conflito, e essa era a única forma de resolver a situação.

É um ótimo episódio final. Amarra bem os conflitos, entrega momentos importantes para os personagens e ainda deixa várias portas abertas. A segunda temporada cresce em relação à primeira, tanto em narrativa quanto em impacto emocional. E o futuro da série fica ainda mais interessante. Espero que não caia em repetições e consiga aproveitar os ganchos para trazer novidades.

Sobre o Autor

Heider Mota
Heider Mota
Baiano, 29 anos, jornalista. Gosto de dar meus pitacos sobre filmes e séries por aqui.