Crítica | Sonhos de Trem

Sonhos de Trem é o Brasil no Oscar, assim como O Agente Secreto, e é maravilhoso viver isso, pois esse título merece o reconhecimento que vem recendo. Neste longa é possível ver como o cinema é uma arte espetacular, que consegue mostrar beleza na simplicidade, delicadeza na dor, tudo a depender de como se olha e como se mostra.
Neste filme é visto Robert Grainier (Joel Edgerton), um homem que trabalha como lenhador cortando madeira para a construção de ferrovias nos Estados Unidos. Até que ele conhece Gladys (Felicity Jones), se apaixona e casa com ela. O filme então segue mostrando a vida de Robert, seus dilemas, sonhos, sorrisos, tristezas e medos. Não há espetacularização, apenas contemplação de uma vida simples, com dores e amores.
Sonhos de Trem é um belo filme que não agradará a todos
Ao escrever sobre cinema, séries e entretenimento no geral é possível saber o que é uma produção que agrada a maioria das pessoas e o que não é para qualquer um. E calma com isso, a ideia não é que essa uma produção especialíssima que somente seres especiais poderão entender, mas Sonhos de Trem traz consigo uma narrativa calma e contemplativa que muitos podem considerar chata, pela falta de ação, dramatização ou outros elementos que normalmente são usados para prender a atenção.
É um filme simples. Ele não entrega nada demais em sua história. Pense na vida de pessoas comuns, em como elas nascem, crescem, sofrem, tem momentos alegres e traumáticos e, porventura, morrem. Assim é esse longa.
Mas o que conquista aqui é o modo como se olha. A fotografia captada por Adolpho Veloso é o que dá o tom da beleza, da dor, da alegria. Não atoa, esse filme tem levado os prêmios dessa categoria técnica e tem campanha promissora para o Oscar 2026.
O olhar de Adolpho é delicado, sensível, belo e transmite as sensações que preenchem o espaço que a trama narrativa querem mostrar em tela. Imagem e história se complementam com leva o que torna tudo comtemplativo em um grau somente mestres em fotografia poderiam realmente fazer tal obra.
Vale apena assistir Sonhos de Trem?
Embora não seja indicado à todas as pessoas, vale a pena ver para se pensar na vida, em como ela é vivida, apreciada e a maneira que o ser humano reage ao meio ambiente em que está inserido.
A depender do seu dia ou seu momento de vida, é um filme para chorar. Mas, para se pensar um pouco, mas aquele pensamento contigo, nada que lhe cause grandes discussões políticas como outros títulos indicados a Melhor Filme do Oscar 2026.

Sobre o Autor
- Jornalista de formação, sou redatora há 10 anos. Já escrevi de tudo um pouco e agora estou mergulhando no universo do entretenimento. Há muito o que se descobrir por aí e é através da comunicação que quero fazer isso: this is the way!
Últimos posts
Filmes21 de abril de 2026Crítica | Michael (2026)
Espelhografia20 de abril de 2026Michael Jackson: quem te preocupa sabe de quê?
Espelhografia13 de abril de 2026Sherlock Holmes lembrando que nossos pais são seres humanos
Listas7 de abril de 20267 jornalistas da ficção que marcaram gerações (e nem todos são heróis)





Um comentário em “Crítica | Sonhos de Trem”
Comentários estão encerrado.