Crítica | Capitão América 2: O Soldado Invernal

Crítica | Capitão América 2: O Soldado Invernal

Em 10 de abril de 2014, chegava aos cinemas brasileiros o filme Capitão América 2: O Soldado Invernal, segundo filme-solo do personagem interpretado por Chris Evans no Universo Cinematográfico Marvel. Com uma proposta de trazer um thriller de espionagem e suspense, o longa-metragem é considerado até hoje um dos melhores já lançados pelo Marvel Studios.

Assisti a esse filme um dia depois do lançamento, em 11 de abril, também conhecido como o dia do meu aniversário. Portanto, decide publicar hoje essa crítica em homenagem. Confira a seguir a crítica de Capitão América 2: O Soldado Invernal.

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Em Capitão América 2 acompanhamos Steve Rogers após acordar no presente e, ao lado de Tony Stark, liderar Os Vingadores contra Loki e a invasão dos Chitauri na Batalha de Nova York. Steve aqui trabalha como um agente da SHIELD, atuando em operações e missões para a agência governamental. Quando segredos começam a ser revelados e Nick Fury é assassinado por um inimigo misterioso, o Capitão América terá que se voltar contra quem ele achava que era confiável para desvendar traições inesperadas.

Por que esse filme é tão bom?

Diferentemente do primeiro filme dos Vingadores, Capitão América 2 não aposta na grandiosidade. Dada as devidas proporções, é muito mais contido. Seja nas cenas de ação, seja na quantidade de inimigos que os heróis tem para derrotar. Ele tem uma pegada mais “realista” muito bem-vinda e que encaixa perfeitamente com o clima de espionagem e thriller investigativo que o longa retrata.

Em um dos diálogos com Steve Rogers, Nick Fury diz que “nunca confia em ninguém” e essa se torna uma tônica ao longo das 2 horas e 16 minutos de duração do filme. O Capitão América é traído pela SHIELD, não sabe se pode confiar na Viúva Negra e até mesmo passa ser considerado um inimigo do país. Essa aura de mistério, de incerteza é muito intrigante e gostosa de acompanhar. Você se surpreende junto com os personagens e a cada descoberta é um nó diferente na cabeça.

A escolha por uma ação mais crua, vista principalmente nos embates corpo a corpo entre o Capitão América e o misterioso Soldado Invernal são um deleite aos olhos. Desde as movimentações em corrida, as trocas de socos e pontapés e até o uso de facas por parte do vilão e o escudo do herói ficam ainda mais interessantes.

Não há praticamente defeitos no filme. As atuações são intensas e entregam tudo o que é exigido dos personagens. Chris Evans está cada vez mais à vontade no papel, conseguindo fazer um Steve Rogers que ainda se adapta a viver em um novo tempo, mas que em nenhum momento deixa de seguir o que acredita e não desiste de procurar a verdade. Scarlett Johansson dá para Natasha Romanoff mais camadas, indo da espiã durona, passando por uma companheira e flerte amoroso com forte tensão sexual com o Capitão, até a mostrar mais de suas vulnerabilidades.

Há também Samuel L. Jackson, Colbie Smulders e Antonie Mackie com papéis mais coadjuvantes, mas que conseguem entregar muito bem o que lhes é proposto. Por fim, Sebastian Stan irretocável como um vilão confuso, poderoso e amendrontador.

Os efeitos especiais são usados na medida certa. O roteiro é inteligente, não precisa ser tão explicativo (ainda que as explicações existam), e acredito que o mais legal é o quanto a história é envolvente.

E, digo mais, já pude reassistir diversas vezes e continuo achando um filmaço sempre. Mesmo com as revelações e acontecimentos do futuro do MCU, o longa não perdeu em nada o seu valor.

Quais são os pontos negativos?

Acima eu falei que praticamente não existem defeitos no filme, e sigo achando isso. Porém há dois pequenos detalhes que podem ser ditos como pontos negativos: o ato final, com as batalhas nos aeroportaviões da SHIELD acabam dando um tom de grandiosidade descenessário para o filme que vinha sendo tão contido.

E mesmo gostando do personagem de Robert Redford, o vilão Alexander Pierce, sinto que ter ele como o principal antagonista (em termos de história) divide as atenções em relação ao antagonista da ação, que é o Soldado Invernal. Mas acredito que não é nada que deixe o filme menos interessante.

Ainda vale a pena assistir?

Após tantos elogios, essa pergunta é de fácil resposta. Vale, e muito. Talvez seja um dos filmes mais reassistíveis de todo o Universo Cinematográfico Marvel. Capitão América 2: O Soldado Invernal é um deleite em todos os aspectos. É a Marvel entregando o seu melhor, do jeito que deveria ser sempre.

Capitão América 2: O Soldado Invernal
CAPITÃO AMÉRICA 2: O SOLDADO INVERNAL
Com história, ação e atuações impecáveis, Capitão América 2: O Soldado Invernal é um dos melhores momentos da história de todo o Universo Cinematográfico Marvel.
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Sobre o Autor

Heider Mota
Heider Mota
Baiano, 29 anos, jornalista. Gosto de dar meus pitacos sobre filmes e séries por aqui.