Crítica | Um Filme Minecraft

Quando a adaptação em live-action de Minecraft foi anunciada eu só tive uma certeza: de que seria o melhor ou o pior filme já feito. Filmes baseados em jogos não têm lá um histórico muito agradável, com a exceção da franquia Sonic, que só melhora a cada filme, e também de Super Mario Bros. – O Filme, que apesar de não ser a melhor animação da história, é muito bem feita, redondinha e guarda um lugar muito especial em meu coração. Mas será que Um Filme Minecraft entra para a lista dos bons ou dos ruins? Fique por aqui e descubra!
A trama é a seguinte: Steve (Jack Black) se transporta para o Mundo Superior com a ajuda do Orbe (que é um cubo) junto ao Cristal da Terra, onde, literalmente, constrói tudo o que sua criatividade permitir. Tempos depois, Garret (Jason Momoa), Natalie (Emma Myers), Dawn (Danielle Brooks) e Henry (Sebastian Eugene Hansen) acabam parando no mesmo local, e com a ajuda de Steve precisam aprender a dominar a sobrevivência para conseguir restaurar a paz e a tranquilidade no local.
Referências, muitas referências
Desde aspectos mais óbvios, como efeitos sonoros e músicas até os detalhes mais escondidos, Um Filme Minecraft tem easter eggs e referências o tempo, do começo até o último minuto. Nos primeiros segundos de filme temos referências visuais e de música também. Parecia mesmo que estava assistindo alguém iniciando sua jogatina e esse foi um detalhe fantástico! Para quem é fã de longa data ou já jogou o game em algum momento, vai captar não somente esses aspectos, mas muitas outras coisas também.

O jeito que Steve constrói suas primeiras casas, as construções mirabolantes e puramente estéticas ou as engenhocas para facilitar o dia a dia, dão a sensação de acompanhar um iniciante aprendendo a explorar e descobrindo as mecânicas do jogo pela primeira vez. Quando os demais personagens se incorporam na trama eles passam por algo parecido, mas não tão fluido e natural como foi com Steve. A ideia que o filme quer trazer é de que Steve de fato faz parte daquele local, e levando em conta que o personagem é o protagonista do jogo desde sempre, isso faz todo o sentido. Ah, e existe uma participação especial em formato de referência no meio do longa. Se você é conhecedor de Minecraft nos bastidores vai perceber se prestar bastante atenção.
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Aspecto retrô
Garret, o personagem de Momoa, é um campeão de jogos de arcade de 1989, e sempre faz questão de lembrar disso. No entanto, essa não é a única característica vintage que o filme trás. Ele tem uma carinha de filme dos anos 80/90, sabe? A montagem, a narração de Steve no começo e fim dão essa sensação. O longa tem todas as características de um clássico da Sessão da Tarde que toda a família se reuniria para assistir em uma tarde preguiçosa. Levando em conta de que Minecraft é um jogo relativamente atual, eu não esperava esse tipo de característica, e devo dizer que foi uma grata surpresa.
Uma adaptação fiel com toques de originalidade
Apesar de o segundo trailer parecer bastante promissor, tive medo que apenas usassem o nome “Minecraft” e criassem algo muito nada a ver com o material fonte. Mas que bom que me enganei! Praticamente tudo do jogo está em tela em termos de “jogabilidade” e, como já disse anteriormente, em formato de referência também. Apesar disso, a história não se prende a ser totalmente fiel ao jogo e tem liberdade de criar coisas novas e explorar coisas que não são possíveis no game.
Achei bem interessante a forma como os criadores trouxeram para a perspectiva fílmica os detalhes de gameplay. O jeito que os personagens criam as espadas, machados e outros itens criáveis do jogo é bem feita e ilustra bem tudo o que se dá para fazer no jogo.
Explica, reexplica e explica mais uma vez…
Entendo que queriam fazer um filme que qualquer um conseguisse entender, especialmente quem nunca teve contato com Minecraft, mas que exagero! Cada vez que algo novo aparecia em tela o personagem de Jack Black precisava explicar para os companheiros de cena (e, consequentemente o espectador) o que era aquilo e como funcionava. “Essa é a bancada de trabalho e faz isso.” “Essa é uma Pérola do Ender e faz isso.” “Esses são os carrinhos de mina e fazem isso.” Chega um momento que fica realmente chato ouvir uma explicação atrás da outra. Talvez se eu não tivesse conhecimento nenhum sobre Minecraft não acharia tão ruim, mas tem hora que cansa um pouco, de verdade.
Um Filme Minecraft é bom?
Um Filme Minecraft é muito divertido e te arranca boas risadas. Também dá para perceber como os atores estavam à vontade em seus papéis, especialmente Black, Momoa e Brooks e isso dá uma leveza e fluidez muito legais para a trama. Só melhora a experiência. Não é nenhuma obra-prima e não precisa de pressa para assistir logo. Se você é fã do jogo ou simplesmente está curioso para conferi-lo, vá ao cinema, acredito que não vá se arrepender. Caso prefira esperar para ver quando chegar a algum serviço de streaming, não estará perdendo um ganhador de Oscar.
Ah, não se esqueça! O filme tem uma cena extra durante os créditos e outra no pós-créditos.
Um Filme Minecraft
Direção: Jared Hess
Ano: 2025
Elenco: Jack Black, Jason Momoa, Danielle Brooks, Emma Myers, Sebastian Eugene Hansen e mais.
Duração: 1h41min
Nota: ⭐⭐⭐ (3/5)
Sobre o Autor

- Baiana, 22 anos, estudante de Cinema e Audiovisual. Apaixonada por animações e videogame. Amo falar e escrever sobre meus filmes, séries e livros favoritos.
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