Crítica | Os Roses: Até que a Morte os Separe

Os Roses: Até que a Morte os Separe responde, com humor, acidez e certo romance, aquela pergunta “como foi que um casal chegou a esse ponto?”.
É comum ver casais que enfrentam mal diversos problemas que são relativamente comuns e aí pode surgir essa pergunta, ou então aquela outra: “será que um dia eles estiveram bem juntos?”.
O longa de Jay Roach, lançado em 2025, sendo um remake do filme A Guerra dos Roses, lançado em 1990 no Brasil. Nessa nova roupagem, o longa-metragem traz Benedict Cumberbatch e Olivia Colman para viverem o casal protagonista Theo e Ivy, além de outros nomes como Andy Samberg e Kate McKinnon para o elenco de apoio.
A história de Os Roses: Até que a Morte os Separe
A história começa não linear. O casal está em uma sessão de terapia tentando fazer um exercício de encontrar qualidades um no outro, quando é apresentado ao público a história deles. De cara já é possível ver que ele não estão nada bem, mas ao mesmo tempo se conhecem, se amam e se protegem de uma maneira estranha que apenas casais longíncuos podem tentar entender.
Tendo esse ponto de partida, é possível conhecer uma das principais faces do casal: a inconsequência. As decisões deles são sempre movidas por emoções, paixões, desejos ardentes que trazem a conta depois.
Além do que “só os dois”, eles tiveram gêmeos. Um ponto importante para a trama, que leva a diversos desdobramentos emocionais que nenhum dos dois se mostra capaz de racionalizar a importância deles em suas próprias vidas, um para o outro e para os filhos.
Depois que o público vê o caos estabelecido, é fácil se apaixonar e torcer pelo casal enquanto eles estão se apaixonando entre si. Em seguida, vão sendo apresentados os sentimentos negativos do casal, pois entendemos os problemas pessoais que ambos carregam e não resolvem. Aí é possível ver que um casamento não se acaba por um dia, um fato ou um problema.
Mas é bom?
Os Roses é um bom filme! Divertido, uma boa escolha para ver de casal, mas uma opção para também se irritar.
O filme sabe envolver seu espectador na história. As qualidades de Ivy e Theo são cativantes, apaixonantes. É compreensível porque um se encantou pelo o outro. Mas é extremamente irritante vê-los se destruir. E eles fazem literalmente isso!
Não existe metalinguagem, metáfora ou alegoria, o casal beira morte em alguns momentos. E as motivações são as mais bobas possíveis: falta de escuta e conversa, ausência de autoconhecimento e enfrentamento dos próprios problemas, e por aí vai.
O filme é uma grande reflexão aos casamentos longos e modernos, onde a pressa e correria do dia a dia sufoca a todos, inclusive as famílias, deixando marcas e problemas para todos os lados.
Claro que há defeitos
O filme se vendeu pela guerra do casal, por isso quando você conhece que houve felicidade em algum momento chega a parecer estranho. A verdadeira guerra fica para o final, que é a parte que intencionalmente gera mais desconforto, mas que poderia ser mais desdobrada.
Além disso, seria interessante mostrar mais as consequências emocionais entre Ivy e Theo diante a possível perda de um pelo o outro quando surge a possibilidade de um divórcio.
Quanto à parte técnica, é um filme simples, sem grandes efeitos especiais ou coisas do gênero. E não é necessário, quando se tem Benedict Cumberbatch e Olivia Colman em tela não se precisa de muita coisa! Eles são ótimos com seus sotaques ingleses arrebatadores e charmosos.

Sobre o Autor
- Jornalista de formação, sou redatora há 10 anos. Já escrevi de tudo um pouco e agora estou mergulhando no universo do entretenimento. Há muito o que se descobrir por aí e é através da comunicação que quero fazer isso: this is the way!
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