Crítica | Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (2025)

A beleza no mais comum dos amores, o de pais, filhos e irmãos. Com oito indicações no Oscar 2026, Hamnet: A Vida Antes de Hamlet é a nova produção dirigida pela vencedora do Oscar, Chloe Zhao (Nomadland e Eternos) e retrata os anos anteriores à criação de Hamlet, aclamada obra de William Shakespeare. No entanto, a trama pouco fala sobre teatro e sim toca no mais íntimo dos sentimentos: a perda.
Candidato nas principais categorias da maior premiação do cinema, Hamnet é um daqueles filmes que é impossível ser ignorado. Uma experiência sentimental e sensorial que faz qualquer amante da sétima arte se emocionar. O Entre Sinopses já assistiu e te conta tudo sobre Hamnet!
Qual a história de Hamnet?
A obra apresenta o jovem William Shakespeare (Paul Mescal) que se apaixona por Agnes (Jessie Buckley), enquanto busca o sucesso no teatro. Incialmente, o enredo foca nos dois e em demonstrar a paixão e o desenvolvimento deles. Contudo, já com três filhos (Susanna e os gêmeos Judith e Hamnet), uma grande perda acaba afastando o dramaturgo e a esposa.
Enquanto Shakespeare passa a investir mais tempo no teatro, Agnes sofre para superar o falecimento deste ente próximo.
Pontos positivos
Com diálogos precisos, Chloé Zhao consegue tirar o melhor deste belíssimo elenco. Paul Mescal e Jessie Buckley estão esplêndidos. O complemento dos dois, seja na fase em que estão apaixonados, seja após a grande virada do longa, é extremamente coeso e natural. Mescal merecia, inclusive, uma indicação para Melhor Ator.
No entanto, Jessie é a grande protagonista. A emoção expressa em cada pequeno olhar, em especial na segunda metade do longa, é de arrepiar. Inclusive, apenas a sequência dela durante a apresentação da peça Hamlet nos últimos 15 minutos de filme já merecia levar a estatueta de Melhor Atriz. Atuação para ser guardada no álbum das melhores do século.
Tudo isso é potencializado pelo trabalho magnífico de Chloé Zhao. A diretora espreme o possível de todos os integrantes do elenco e entrega uma ótima experiência imersiva na Inglaterra dos anos 1500, com uma construção de época invejável. Mas o filme fala de sentimentos, dos mais puros, de pai e filhos, irmãos e irmãs, tudo é muito real, tudo é muito sincero.
É quase impossível não se emocionar com os últimos 45 minutos da trama. A simplicidade dos acontecimentos, tão naturais da vida humana, fazem do enredo ainda mais crível. E sim, estamos falando de Shakespeare, mas a trama faz, com maestria, a gente esquecer que é uma grande dramaturgo que está sendo retratado.
O que nos ganha é mais pura naturalidade de tudo.
Pontos negativos
A primeira parte do filme é mais lenta e arrastada. Inclusive, na maioria dos agregadores de críticas e sinopses você terá a grande reviravolta estampada logo na sinopse. Preferi deixar em aberto para vocês, mas que fique claro, a produção engrena de verdade na segunda hora.
Este primeiro ato pode deixar muitos espectadores cansados, mas nada que estrague a belíssima experiência dos segundo e terceiro atos.
Vale a pena assistir Hamnet?
Junto de Uma Batalha Após a Outra é, para mim, o grande filme da temporada de premiações. Uma experiência emocionante e impactante, ainda que seja pela mais pura simplicidade. Longe de ser apenas uma caça-Oscar, é sim uma obra prima de atuação e roteiro.
Acredito que há boas chances de receber, ao menos, um dos prêmios principais. A estatueta de Melhor Atriz está nas mãos da favorita Jessie Buckley, no entanto, Direção e Filme também são boas possibilidades.
Além disso, é bem provável que consiga alguma premiação nas categorias técnicas, afinal, são oito indicações no total.

Sobre o Autor

- Jornalista. Repórter no Folha do Mate, podcaster no Na Tabela e HTE Sports. Pitacos sobre cinema e cultura pop no Entre Sinopses.
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