Crítica | Bridgerton (4ª temporada – Parte 2)

A 4ª temporada de Bridgerton agora está completa na Netflix, a segunda parte da história do casal Benophie chegou e é hora de falar sobre o que funciona e não dá certo neste novo capítulo da família mais queria de Mayfair.
Passados os eventos da primeira parte da temporada, onde os protagonistas se conhecem, encantam e se apaixonam até Benedict fazer um pergunta miserável, é hora de ver onde tudo isso vai dar. De antemão, o saldo é positivo. Neste segundo experimento em divisão de temporadas, este foi muito bem sucedido pois não houve quebras ou grandes falhas na narrativa. Não há a sensação de que são produtos diferentes que estão sendo assistidos.
Leia também: a crítica da parte 1 da 4ª temporada
Benedict e Sophie: mais um casal Bridgerton para coleção
Tudo está bem amarrado e temos tempo suficiente de tela para o casal e quando não temos, queremos mais. É prazeroso ver Benophie e essa era uma preocupação, já que Benedict é presente e tem histórias paralelas desde o principio da série: será que não seria cansativo ainda assisti-lo? Mas não.
Benedict Bridgerton, o segundo filho, está afiado! Se antes ele tinha dúvidas sobre tudo, agora ele tem a maior certeza de sua vida. Jogou verdades para a mãe, o irmão, a sociedade e não poupou ninguém para poder viver seu grande amor.
Embora não tenha mais tantas abordagens sobre as escolhas e gostos de Benedict, isso não é esquecido, nem deixado de lado. Pelo contrário, é muito bem esclarecido e faz sentido com a tragetória do personagem.
Shopie segue sendo uma extensão de tudo que foi apresentado. Um moça linda, forte, mas com medos e anseios que faz sentido a sua história e tragetória de vida.
E as tramas paralelas levam a algum lugar?
Há tramas e tramas. Sempre há momentos maravilhosos de Violet Bridgerton e Lady Danbury por exemplo. Mas sempre há também os Mondrich, contudo, até eles tiveram momentos cruciais que fizeram a diferença em pontos da trama.
É necessário fazer um aceno importante a duas histórias. Francesca cresce bastante em relação ao seu protagonismo. Enquanto Eloise ainda um mistério sobre seu próprio futuro, embora a série até brinque com certa timidez sobre isso.
Ainda não dá para saber qual será a protagonista da próxima temporada. Se na terceira temporada fica claro que o protagonismo é de Benedict, agora não há clareza alguma. Há flertes, mas ainda assim que pairam sobre a dúvida.
Pontos negativos
Embora o saldo seja positivo, ainda há problemas na série. Fora a trama principal, os melhores momentos da temporada são as interações Bridgerton-família-caótica-feliz. Isso encantou o público na primeira temporada quando tinham todos juntos e foi minando a cada temporada.
A falta de Daphne e Anthony em momentos tão importantes para seus irmãos não faz sentido. E as justificativas são jogadas. É como se não houvesse cuidado. Pouco importa para o público e o bom seguimento da história se eles não podem ter os atores para gravar, eles precisam fazer as coisas terem sentido.
Um outro elemento que pode ser bobo, mas fez falta especialmente por se tratar de Benedict é ausencia de Madame Delacroix. Um dos principais pontos que mostra como o personagem é livre de preconceitos da sociedade não esteve presente. Não que ela fosse mudar história, mas é uma ligação que seria interessante ser relembrada.
Altos e baixos fazem parte, mas há espaço para mais histórias
Embora existam muitos questionamentos de muitos fãs em diferentes aspectos, ainda há muitos filhos para terem suas histórias contadas e mais que isso, há espaço para um belo spin-off. Quando vão mostrar história de Violet e Edmund?
Alguns fãs pedem a segunda tempora de Rainha Charlotte. Isso seria um despedício! Mas um prequel mostrando a jovem Violet, Edmund, Portia, mais um pouco de Agatha, seria interessante e ainda trariam conclusões importantes para a matriarca Bridgerton que ficaram em aberto nessa quarta temporada.

Sobre o Autor
- Jornalista de formação, sou redatora há 10 anos. Já escrevi de tudo um pouco e agora estou mergulhando no universo do entretenimento. Há muito o que se descobrir por aí e é através da comunicação que quero fazer isso: this is the way!
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