Crítica | A Empregada (2026)

Crítica | A Empregada (2026)

Era questão de tempo até que o grande sucessoliterário de Freida McFadden, A Empregada, fosse adaptado para as telonas. Pois bem, esta adaptação chegou protagonizada por Sydney Sweeney, Amanda Seyfried e Brandon Sklenar e dirigido por Paul Feig. Podemos dizer que, assim como o livro, o filme é eficiente no que se produz. Mas nem por isso é uma obra prima.

O Entre Sinopses já assistiu ao filme e te conta tudo sobre ele!

Qual a trama de A Empregada?

O filme de suspense é baseado no romance best-seller da autora Freida McFadden e conta a história de Millie Calloway (Sydney Sweeney), uma jovem com passado turbulento que busca um recomeço e se candidata para trabalhar como empregada doméstica. Ela é contratada pelo casal milionário Nina (Amanda Seyfried) e Andrew Winchester (Brandon Sklenar), um casal milionário.

O que parecia a oportunidade perfeita para reconstruir sua vida, passa a se tornar um perigoso e assustador universo de mentiras e traições. Com o tempo, Millie consegue mais a fundo essa família e persegue que a situação é mais grave do que ela imaginava.

Pontos positivos e negativos

Ainda que o filme se venda apenas como um thriller erótico, principalmente usando a imagem dos atores protagonistas, ele tem um grau de criatividade e desenvolvimento, graças ao livro no qual se baseia, que o faz ser mais interessante do que muita gente possa imaginar. Inclusive, na minha opinião, o marketing errou o tom na forma de divulgar o longa – ainda que tenha tido sucesso nas bilheterias.

A trama de mentiras e planos do trio principal, com reviravoltas previsíveis (outras nem tanto) dão um charme para a produção. O filme tem suas besteiras e é bobo (no sentido de não tentar se explicar muito) de propósito. Assim como o best-seller, o enredo segue o rumo que melhor o convém para que a tão comentada reviravolta aconteça.

E, vindo de alguém que leu o livro e lá se surpreendeu com o plot twist, saiba que no filme a reviravolta também é eficiente. Os personagens convencem o suficiente para que você seja surpreendido. Ainda que, vale ressaltar, Andrew tem problemas graves de desenvolvimento no longa, que não aparecem no livro – onde é mais surpreendente a mudança central.

Millie também sofre com as dificuldades de Sydney Sweeney na atuação. Ela acaba sendo apenas uma garota com um passado sombrio, mas que pouco mostra os efeitos deste passado. Assim como o jardineiro Enzo (Michelle Morone), essencial na trilogia dos livros e que aqui acaba completamente esquecido.

Por outo lado, Amanda Seyfried é um espetáculo a parte. A insanidade necessária para todas as nuances de sua personagem. É a dona do filme.

Para a surpresa de muita gente, esse filme tem pouquíssimas cenas quentes, mesmo se vendendo dessa forma. O que considero um ponto positivo, pois não há necessidade de abusar deste elemento, que por vezes é apenas um caça clique para um público bem específico. No livro, os pontos ‘calientes’ são bem esporádicos também – ainda que marcantes.

E, acredite quando falo, a trama é extremamente simples – e isso está longe de ser um problema. É um filme comum, com um desfecho inesperado. Ainda que algumas alterações em relação ao livro não me agradaram, mas não estragaram a experiência.

Vale a pena ver A Empregada?

Sinto que A Empregada entra na categoria Guilty pleasure, aquelas produções de qualidade duvidoso e que, ainda assim, podem divertir o público. O livro de Freida McFadden, mesmo com a escrita simples e pouco rebuscada, é superior ao filme.

Com o sucesso obtido nas bilheterias, é bem possível que tenhamos continuações baseados, novamente, nas duas sequências que a autora já lançou.

A EMPREGADA
A EMPREGADA (2026)
Com elenco estrelado, A Empregada não tem vergonha de ser idiota – e surpreende por isso
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Sobre o Autor

Leonardo Pereira
Leonardo Pereira
Jornalista. Repórter no Folha do Mate, podcaster no Na Tabela e HTE Sports. Pitacos sobre cinema e cultura pop no Entre Sinopses.