Review | Wandinha (2ª temporada – Parte 1)

Wandinha está de volta com mais espaço para os outros membros da Família Addams, novos personagens, um novo grande mistério, muitas pistas falsas e situações cômicas.
Será que o segundo ano do sucesso da Netflix consegue repetir o feito da primeira temporada? E dividir em duas partes foi uma boa decisão? Vamos falar sobre isso.
A seguir, um review COM SPOILERS sobre a parte 1 da segunda temporada da série 10 curiosidades sobre Wandinha, série da Netflix.
Os pontos altos dessa parte 1 da segunda temporada
Após um sucesso estrondoso na primeira temporada, é claro que a Netflix não perderia a oportunidade de explorar mais o universo de Wandinha e da Família Addams. Isso já é notado logo de cara, ao termos mais espaço para os outros integrantes da família. Se no primeiro ano o foco era na filha mais velha, agora o filho mais novo e os pais também ganham destaque.
Claro que o protagonismo fica todo a cargo de Jenna Ortega e sua boa atuação como Wandinha Addams. Ela aqui está ainda mais sarcástica, pessimista e sombria do que nunca, ainda que tenha momentos de leveza e até alguns breves sorrisos (sim, isso acontece!). A dinâmica entre ela e Mãozinha é um dos grandes destaques aqui.
Morticia (Catherine Zeta-Jones) está impecável. Sua relação combativa com Wandinha é o que move essa segunda parte e todas as cenas que as duas compartilham são incríveis. O Gómez de Luis Guzmán, por outro lado, fica mais com a parte cômica e ainda não agrega muito à história.
Temos, claro, um novo mistério e uma complicação para a protagonista. Wandinha precisa lidar com um novo assassino, que mata o xerife Donovan Galpin (Jamie McShane). Esse novo assassino é um aviário e controla corvos. A revelação de quem é o assassino é surpreendente, pois a série joga diversas pistas falsas para esconder a verdadeira identidade. Esse segredo não vou revelar aqui, mas posso dizer que fiquei satisfeito em ser enganado pelo roteiro da série.
A complicação é que os poderes mediúnicos de Wandinha começam a falhar e ela tenta a todo custo entender o que está acontecendo para resolver. Algo que, ao menos até o fim da primeira metade da temporada, ainda não foi resolvido.
Como outros breves destaques gostei da introdução da Vovó Addams (Joanna Lumley), Rachel Fairburn (Thandiwe Newton), Judi (Heather Matarazzo) e todas as cenas do Tio Chico (Fred Armisen).
Ambientação e trilha sonora seguem muito bem feitos, assim como na primeira temporada. A série tem essa estética que mistura elementos retrô com atuais, cenários góticos e escuros com outros mais coloridos.
O que não funcionou muito bem até aqui
Enid (Emma Myers) foi uma das surpresas da primeira temporada por sua ótima química em tela com Wandinha apesar de todas as diferenças entre as duas personagens, seja na personalidade ou até mesmo na parte visual. No segundo ano, ela perde um pouco de espaço para a inclusão de outros personagens e histórias que, ao menos para mim, não funcionaram muito bem. Toda a trama amorosa de Enid com Ajax Georgie Farmer e Bruno (Noah Taylor) é bem desinteressante. Agnes DeMille (Evie Templeton) é outra personagem cuja trama ainda não me agradou, ainda que ela vá melhorando no decorrer dos episódios.
Outro arco que para mim é o pior disparado de toda a série envolve Feioso (Isaac Ordonez) e o zumbi Slurp. Além de ser chato de acompanhar, é claramente uma preparação para algo maior que só será resolvido na parte 2. Até mesmo por isso, seria mais interessante ter desenvolvido um pouco mais para sentirmos a ameaça ou termos uma noção maior do que será essa história mais para frente.
O novo diretor da Academia Nunca Mais é Barry Dort (Steve Buscemi), que claramente está sendo preparado como um possível vilão, mas até para não repetir muito a história da primeira temporada, tudo sobre ele fica mais nas entrelinhas, exceto sua relação com Bianca (Joy Sunday), a qual não curti muito ainda.
Como outros pontos que ainda devem ter mais destaque na segunda parte temos a história da professora de música Isadora Capri (Billie Piper), as consequências da libertação de Tyler (Hunter Doohan) do local onde estava aprisionado e a trama da mãe de Bianca que ainda não foram muito para frente.
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A divisão em duas partes foi uma boa escolha da Netflix?
Não acho que foi uma escolha acertada. Apesar disso prolongar os debates sobre a série, há uma quebra de ritmo que não me agrada. Um mês entre as duas partes, que mesmo com ganchos interessantes, não acho que sejam fortes o suficiente para sustentar tamanha espera.
Era muito melhor sair tudo de vez ou um lançamento semanal (essa segunda opção não é a preferência da Netflix, infelizmente). Fato é que quando a história começou mesmo a engrenar e algumas respostas foram dadas, o espectador agora tem que aguardar até o início de setembro para a parte 2. Para mim, não funcionou.
Vale a pena assistir? E o que esperar da parte 2?
Ainda assim, Wandinha segue sendo uma série divertida de acompanhar. Com muitos mistérios, suspense e uma comédia gótica que faz todo sentido com o universo de personagens que a produção lida, a série ainda tem fôlego e não chegou a um ponto de desgaste. A ressalva fica mais por conta do desenvolvimento interrompido da história pela separação em duas partes. Apesar de alguns tropeços, as expectativas são positivas para a segunda metade que tem tudo para explorar melhor os ganchos deixados e entregar uma conclusão interessante para a história.
Quando a segunda parte chegar, em 3 de setembro, voltamos aqui para fazer a análise da temporada como um todo. Agora eu quero saber se você está curtindo essa segunda temporada de Wandinha. Deixa nos comentários do vídeo abaixo a sua opinião!
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