Review | O Cavaleiro dos Sete Reinos

Review | O Cavaleiro dos Sete Reinos

Chegou ao fim a primeira temporada de mais um spin-off da saga Game Of Thrones. O Cavaleiro dos Sete Reinos (ou seria dos Nove Reinos?) estreou de mansinho, sem muita expectativa – em especial após a problemática segunda temporada de A Casa do Dragão – e, aos poucos, foi conquistando os fãs do universo de Westeros e todos que amam uma aventura épica.

Ambientando 90 anos antes de Game Of Thrones e 100 anos depois de A Casa do Dragão, a trama acompanha Sor Duncan, o Alto (Peter Caffey) e o jovem escudeiro Egg (Dexter Sol Ansell) na jornada de um inexperiente Cavaleiro Andante. Mas, é claro, ela é muito mais que isso. Não tenho medo de afirmar que já é uma das melhores séries do ano.

Pontos positivos

Inicialmente, parece que o enredo será simples e mostrará o cotidiano dessa improvável dupla. Inclusive, foi um dos elogios que citei nas primeiras impressões do episódio inicial. Contudo, ao decorrer da trama, somos presenteados com algo que supera o carisma dos protagonistas e a honestidade do enredo: a imprevisibilidade.

Tão marcante em toda essa saga, em especial em Game Of Thrones, para quem não leu o livro cada episódio é uma surpresa diferente. A identidade de Egg, o passado de Duncan, as disputas entre os cavaleiros e as surpreendentes mortes. O tom épico de O Cavaleiro dos Sete Reinos passa a se misturar com personagens que não têm nada de especiais, que são pessoas normais, em meio a realeza e a um destino que parece certo.

Pode parecer hipócrita da minha parte elogiar a série quando ela ganha tons mais relevantes e importantes para o grande arco de Westeros. Mas ela o faz sem perder a origem. Tem Targaryens, príncipes e guardas reais em tela, e ainda assim o maior sucesso está nos cavaleiros andantes, nos jovens que buscam um lugar ao sol e na peça de teatro que é tão relevante para os desdobramentos da primeira temporada.

A maestria com a qual os produtores nos mostram esta viva Vraufreixo e todos os demais cenários apresentados faz com o espectador sinta que há um universo real. Não que A Casa do Dragão tenha problemas estéticos, porém, ela tem como foco o suprassumo da realeza e seus dragões. Não é exatamente aquilo que presenciávamos em Game Of Thrones, com toda a sua escatologia e brutalidade.

Outro aspecto essencial é o carisma dos protagonistas. Claro que Duncan e Egg são os verdadeiros donos da série, mas outros personagens também caem nas graças do público. Como é o caso de Sor Arlan (Danny Webb), com poucas aparições mostrou o porque Duncan o admirava tanto. Príncipes Baelor Targaryen (Bertie Carvel) e Aerion (Finn Bennett), os extremos dos dragões, o mais puro líder e a mais pura arrogância, nesta ordem. São tantos personagens cativantes, que é impossível listar todos.

Pontos negativos

Os episódios de O Cavaleiro dos Sete Reinos são muito curtos. Ao contrário de seus primos mais velhos, a série tem capítulos com menos de 40 minutos, somados a uma temporada com apenas seis episódios. Potencializa e facilita para a trama chegar de forma coesa ao destino desejado, sem barrigas ou histórias paralelas sem sentido, mas deixa um gostinho de quero mais.

Ainda que uma segunda temporada seja natural, parece que a série foi finalizada sem entregar tudo que poderia. Queria acompanhar mais dessa dupla, ainda neste primeiro ano.

Vale a pena assistir O Cavaleiro dos Sete Reinos?

É a melhor produção deste universo desde a quinta ou sexta temporada de Game Of Thrones. E, porque não dizer, é uma das melhores temporadas de qualquer série deste universo. Vai brigar fortemente para estar no topo das melhores produções para televisão e streaming em 2026 e olha que o ano apenas começou.

Ah, lembrando, em junho tem terceira temporada de A Casa de Dragão que promete colocar fogo neste universo – literalmente.

CAVALEIRO 1
o cavaleiro dos sete reinos (2026)
A saga de Sor Duncan e Egg melhora a cada episódio
5

Sobre o Autor

Leonardo Pereira
Leonardo Pereira
Jornalista. Repórter no Folha do Mate, podcaster no Na Tabela e HTE Sports. Pitacos sobre cinema e cultura pop no Entre Sinopses.