Primeiras Impressões | O Cavaleiro dos Sete Reinos

Após um ano sem produções do universo das Crônicas de Gelo e Fogo (Game Of Thrones), a HBO retorna com duas produções baseadas em livros de George R.R. Martin em 2026. Além da terceira temporada de House of The Dragon (A Casa do Dragão), prevista para meados do ano, também tem novidade: O Cavaleiro dos Sete Reinos.
A série se passa, aproximadamente, 100 anos antes de Game Of Thrones. O primeiro episódio foi lançado no último domingo e esta promete ser a série mais pé no chão do universo até agora. Nada de briga pelo Trono de Ferro ou batalhas de dragões nos ares, a série, pelo menos pela abertura, parece ser centrada em um grupo reduzido de personagens e na vida rotineira deles.
Um universo mais palpável
Algo que marcou Game Of Thrones foi a construção de um mundo vivo e cheio de nuances. Este fator foi perdido, em especial, na segunda temporada de House of the Dragon, que tem como foco a família Targaryen e suas disputas de poder. Pois bem, o sentimento com O Cavaleiro dos Sete Reinos é de uma aventura calcada centralmente em um universo muito rico.
Acompanhando o autointitulado cavaleiro Sir Duncan, o Alto (Peter Caffey) e seu jovem escudeiro Egg (Dexter Sol Ansell), a produção toca no mais comum da sociedade dos sete reinos e aborda a trajetória de ascensão de um, até então, pitoresco (e muito alto) cavaleiro andante. A jornada da dupla deve ser marcada por momentos hilários e constrangedores (já tem cena bem nojenta no primeiro episódio).
Pelo menos na impressão inicial, os dois têm carisma para carregar a série. Claro, fica nítido que é um ambiente mais contido – serão menos episódios e estes mais curtos -, o que pode ajudar também a não gerar grande desgaste. Lembrando que esta também é uma produção que tem os livros de Martin como base, não sendo totalmente autêntica dos produtores.
Diferente, mas muito parecido
Algo que House of The Dragon nunca conseguiu entregar, na minha opinião, foi o sentimento de uma Westeros viva e pulsante. Algo que Game of Thrones fazia muito bem, com seus diversos núcleos de personagens. Agora, em O Cavaleiro dos Sete Reinos novamente tenho essa sensação, em uma aventura mais divertida e leve, mas que realmente se passa neste grande universo apresentado.
De questões mais bobas, como a falta de polidez dos personagens, até a escatologia, palavrões, violência e cenas de nudez, a série tem um Q mais próximo do que vimos na produção mais famosa do século XXI. Repito, é totalmente diferente, mas muito parecido.
Expectativa
O Cavaleiro dos Sete Reinos chegou sem grande alarde pela HBO e, até o momento, parece que o público não está muito interessado na produção. No entanto, acredito que ganhará corpo no decorrer dos episódios e pode ter maior repercussão ao final da temporada. O primeiro episódio é promissor, espero que o clima que tentou transmitir se mantenha para os próximos a serem lançados.
Sobre o Autor

- Jornalista. Repórter no Folha do Mate, podcaster no Na Tabela e HTE Sports. Pitacos sobre cinema e cultura pop no Entre Sinopses.
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