O Cavaleiro dos Sete Reinos tem o sangue (literal) de Game of Thrones

O Cavaleiro dos Sete Reinos tem o sangue (literal) de Game of Thrones

O sangue é uma das engrenagens mais importantes no corpo humano. Sem ele, não vivemos. Trazendo a analogia para o mundo das séries, consigo cravar, após assistir ao quinto episódio da primeira temporada de O Cavaleiro dos Sete Reinos, que a produção tem o sangue de Game Of Thrones. O que parecia, como falei no texto de Primeiras Impressões, ser uma série mais leve, agora se tornou épica, emocionante, imprevisível e memorável.

A saga de Sor Duncan, o Alto (Peter Caffey) e o jovem escudeiro Egg (Dexter Sol Ansell), ganhou tons de realeza nos últimos dois capítulos. A partir daqui, este texto terá spoilers dos últimos episódios lançados de O Cavaleiro dos Sete Reinos, fique avisado.

Com a revelação de que Egg é, na verdade, Aegon Targaeryon, o Quinto, príncipe quarto na sucessão ao trono de ferro, somada a disputa entre Duncan e outro irmão da Casa do Dragão, Aerion, a série ganhou o tom épico que conhecíamos em Game Of Thrones.

Batalha, sangue e heroísmo: como em Game of Thrones

O injusto Confronto dos Sete que colocou Duncan e Aerion frente a frente é um daqueles episódios que ficarão marcados na história como um dos melhores que o universo Game Of Thrones já produziu. Aqui temos tudo que fez a saga ser reconhecida, batalhas, sangue, heroísmo e um toque de imprevisibilidade que deixa tudo ainda mais marcante. A morte no final é daquelas memoráveis.

De um lado: Duncan, o Alto, Lyonel Baratheon, Humfrey Hardyng, Humfrey Beesbury, Robyn Rhysling, Raymun Fossoway e o príncipe Baelor Targaryen. No episódio anterior, quando Baelor toma partido de Duncan e a trilha de Game Of Thrones toca no fundo, todos os fãs se arrepiaram.

De outro lado: príncipes Aerion e Daeron Targaryen, Donnel de Duskendale, Roland Crakehall, Wilem Wylde e Steffon Fossoway. Durante o duelo, todo sob o olhar de Duncan, os diretores realizam uma imersão precisa na tensão e no drama da batalha. Após ficar desnorteado e cair ao chão, Duncan relembra o passado.

Nesse flashback, somos apresentados a Baixada das Pulgas e como é bonito ver este universo sendo preenchido nas telas. Referenciado regularmente nos livros, o ambiente tem sido pouco aproveitado nas telinhas. As origens de Duncan e a forma como conhecer Sor Arlan de Centarbor, seu antigo cavaleiro, são emocionantes.

Ao retornar para a trama principal, a reação de Duncan. Usando de toda a força e coragem, ele vence Aerion e conquista o combate. No entanto, com duas perdas e diversas lesões pelo corpo. Ainda que, a maior perda venha após a batalha: o príncipe Baelor. Ele até conversa com Duncan, no entanto, cai após a retirada de seu elmo e a destruição parcial de seu crânio. Arrepiante e surpreendente.

Expectativa para o final

Cada episódio é melhor e fica quase impossível não considerar Cavaleiro dos Sete Reinos como uma das melhores séries dos últimos anos. Esperamos que o encerramento da temporada mantenha o alto nível e que novos anos sejam lançados.

Sobre o Autor

Leonardo Pereira
Leonardo Pereira
Jornalista. Repórter no Folha do Mate, podcaster no Na Tabela e HTE Sports. Pitacos sobre cinema e cultura pop no Entre Sinopses.