Crítica | Truque De Mestre – O 3º Ato

Existem muitas maneiras de um filme de conquistar. Pode ser pela história, pode ser pelo elenco, pode ser por uma cena, uma trilha sonora, a fotografia com imagens lindas, uma direção apurada… Mas poucas coisas são mais legais do que dedicar horas da sua vida a uma produção e terminar com a sensação de que valeu a pena por uma razão simples: a DIVERSÃO. É isso que eu senti assistindo a Truque de Mestre – O 3º Ato.
Iniciada em 2013, a franquia Truque de Mestre (Now You See Me) coloca o público para acompanhar um grupo de mágicos que se tornam justiceiros e encantam o público com truques e ilusões com o objetivo de expor pessoas ruins e fazer justiça, principalmente financeira, para quem foi prejudicado por esses ricaços.
Mas será que 12 anos depois a franquia ainda tem algo a acrescentar? A fórmula não ficou repetida? Ao menos, para mim o filme ainda funciona. Confira a seguir a crítica completa de Truque de Mestre – O 3º Ato!
Qual é a história do filme?
Após um truque dar errado, os Quatro Cavaleiros se separam e seguem suas vidas. Após 10 anos, eles são novamente recrutados para encarar uma magnata do ramo de diamantes (Rosamund Pike) que tem negócios escusos. Para realizar o maior truque de suas carreiras, os Quatro Cavaleiros recrutam três jovens mágicos, e é desse embate de gerações que se configura um novo ato..
Em Truque de Mestre 3, o roteiro de Seth Grahame-Smith, Michael Lesslie e Eric Warren Singer coloca alguns novos elementos: o afastamento inicial, a presença de novos mágicos mais jovens, a incorporação de ainda mais tecnologia nos truques. Mas nada disso é o mais interessante, e sim ver as interações entre os Cavaleiros novamente.
Dá para notar que há muitos assuntos mal resolvidos entre eles, mas ainda assim se gostam e prezam uns pelos outros. Desde as piadas que escondem verdades até os esforços para salvar quando um deles está em perigo, o elenco é a força maior de Truque de Mestre e nessa terceira entrada da franquia não é diferente.
Os truques que dão certo
O protagonismo do filme é dividido entre os personagens, com destaque inicial para J. Daniel Atlas (Jesse Eisenberg), o representante principal dos Cavaleiros “do passado” e Charlie (Justice Smith), que lidera o novo grupo.
Como falei, as interações entre os personagens, primeiro entre Atlas e os jovens mágicos, depois com os demais Cavaleiros, são o que dão força ao filme.. Ele também aposta em referências aos filmes anteriores e há piscadelas para os fãs que certamente quem gosta da franquia vai adorar ver em tela.
O ponto alto segue sendo as cenas de ação bem coreografadas e inventivas, com os truques de mágica cada vez mais dependendo da fisicalidade dos atores (ou dos dublês). É fácil se surpreender, mas ao mesmo tempo se perguntar “como isso aconteceu?”. Algumas respostas são legais de descobrir, enquanto outras só levariam a descobrir furos e inconsistências. Na minha experiência, não atrapalhou, mas quem já não gostou antes, não é agora que vai curtir.
Nem todos os efeitos especiais são maravilhosos, mas nenhum atrapalha as cenas. O humor está bem inserido e a vilã Veronika Vanderberg é uma boa adição, sendo mais interessante que as ameaças do segundo filme, por exemplo.
Veja a seguir: Onde assistir a todos os filmes da franquia!
Quando a mágica não funciona
Mas nem tudo é acerto em Truque de Mestre – O 3º Ato. O alto número de personagens em tela faz com que nem todos tenham o mesmo espaço para se desenvolver ou registrar. Destaco negativamente o personagem Thaddeus Bradley (Morgan Freeman), que aqui tem mais uma participação especial do que é figura relevante para a trama.
Também há muitas coincidências narrativas, coisas que acontecem na hora que deveriam para que a história tenha fluidez e, principalmente, um senso de deslocamento geográfico que não faz sentido. Personagens atravessam países e continentes como se estivessem andando de uma esquina para outra.
Há também personagens que somem e reaparecem em momentos convenientes, outros que pareciam ter mais importância para a história do que seria de fato e os furos de roteiro que já são tradicionais da franquia. Quando algo impossível acontece, a magia é a resposta, ainda que no fim sejam nada além de truques e ilusões.
Há mensagens em Truque de Mestre 3?
Além desse “embate” de gerações, tentando colocar uma discussão entre o “novo” e o “velho”, o filme também reflete mais uma vez sobre como os multibilionários movimentam a sociedade de forma a prejudicar tantos outros, aqui mais focado na extração de diamantes em países africanos e o seu respectivo uso para lavagem de dinheiro de figuras criminosas. Nada muito profundo, mas que está presente no filme.
Não é o que vai aumentar ou diminuir a nota final, mas achei importante registrar.
Vale a pena assistir Truque de Mestre – O 3º Ato?
Quem gostou dos longas de 2013 e 2016, como eu gostei, não tenho dúvidas de que vão amar o terceiro filme. Truque de Mestre – O 3º Ato não busca inovar na sua forma de contar a história e aposta no seguro muitas vezes, o que o torna uma espécie de “filme-conforto” instantâneo.
É divertido, não ofende e consegue manter o nível de diversão que quem já está acostumado com a franquia sabe justamente o que vai encontrar. Para um grande fã de truques de mágica e ilusionismo, embarquei na diversão e sai com um sorriso no rosto. Mas, se para você a magia não é mais tão atraente assim, não é esse filme que vai te convencer.
Fato é que Truque de Mestre – O 3º Ato não reinventa a mágica, mas mantém vivo o encanto que fez muita gente se apaixonar pela franquia.

Direção: Ruben Fleischer
Elenco: Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Dave Franco, Isla Fisher, Justice Smith, Dominic Sessa, Ariana Greenblatt, Rosamund Pike, Morgan Freeman e mais.
Duração: 1h52min
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