Crítica | Sharper – Uma Vida de Trapaças

Crítica | Sharper – Uma Vida de Trapaças

Lançado em 2023, o filme Sharper – Uma Vida de Trapaças estreou diretamente no catálogo da Apple TV+. Como grande parte das obras que chegam a esse streaming, passou despercebido por muita gente, mesmo com um elenco de chamar bastante atenção. No entanto, uma trama promissora somada a esse elenco estrelado me fez dar o play para conferir o longa-metragem. Será que vale a pena?

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Qual é a história de Sharper?

Na trama do filme acompanhamos inicialmente Tom (Justice Smith), dono de uma biblioteca em Nova York que se apaixona por Sandra (Briana Middleton). Precisando de dinheiro para salvar o irmão, Sandra pede ajuda a Tom e ele o faz. No entanto, logo depois de receber o dinheiro, ela desaparece e Tom entende que caiu em um golpe.

Depois disso somos apresentados a personagens como Max (Sebastian Stan), Madeline (Julianne Moore) e Richard (John Lithgow) e aos poucos vamos entendendo que todas as histórias possuem elos que as tornam partes de uma grande trama.

O longa-metragem é dividido em capítulos, cada um intitulado com o nome de um dos personagens que passa a ser o foco daquela parte da história. Isso começa funcionando bem, mas aos poucos a fórmula cansa.

Por que não funciona?

A palavra “trapaça”, que está no subtítulo da versão brasileira do filme, define bem o que Sharper é: um filme em que o espectador é enganado a todo instante sob o pretexto de reviravoltas incríveis e marcantes, mas que, além de repetitivas, só funcionam no máximo nas duas primeiras situações em que ocorrem; depois, não passam de um ciclo que vai perdendo a graça até se esvair.

Não dá para dizer que o filme não começa de forma interessante. Como mencionei, nas duas primeiras surpresas, você realmente fica impactado com a reviravolta. No entanto, quando vem outro plot twist e depois mais um, não apenas já é possível antecipar as viradas, como elas perdem o impacto.

É aquele tipo de produção que quer tanto surpreender, mas que deixa de tomar cuidado com a escrita do roteiro e acaba se tornando apenas uma sequência de plot twists. Quem não se incomodar com isso, com certeza, vai achar o filme excelente. No meu caso, porém, não curti tanto assim.

Outro ponto negativo está na atuação de alguns membros do elenco. Sebastian Stan e Julianne Moore se destacam, enquanto Justice Smith e Briana Middleton não conseguem acompanhar o ritmo dos atores mais veteranos. Por isso, entregam personagens mais fracos, que, justamente por serem centrais na história, acabam enfraquecendo o resultado do filme.

Como resultado de todos esses elementos, Sharper entrega um desfecho bem menos interessante do que o início da trama poderia sugerir. E, ainda que se torne previsível, existiam alternativas mais interessantes, e até surpreendentes, para fechar a história.

Vale a pena assistir Sharper – Uma Vida de Trapaças?

Apesar do grande elenco, Sharper – Uma Vida de Trapaças ficou escondido no streaming, ainda mais por se tratar de uma produção da Apple TV+, que não tem um alcance tão grande.

O filme começa promissor, mas se perde na própria tentativa de surpreender o público com reviravoltas que, inicialmente impactantes, depois se tornam previsíveis e batidas. Quem não se importar tanto com a coesão da história pode gostar, mas, no meu caso, não funcionou muito bem. Queria ter me divertido mais com esse filme.

Sharper (2023)
Sharper – Uma Vida de Trapaças
Queria ter me divertido mais com esse filme.
2

Direção: Benjamin Caron
Elenco: Justice Smith, Briana Middleton, Julianne Moore, Sebastian Stan, John Lithgow, Darren Goldstein e mais.
Duração: 1h56m
Disponível em: Apple TV+

Sobre o Autor

Heider Mota
Heider Mota
Baiano, 29 anos, jornalista. Gosto de dar meus pitacos sobre filmes e séries por aqui.