Crítica | Invocação do Mal 4: O Último Ritual

Crítica | Invocação do Mal 4: O Último Ritual

12 anos se passaram desde o primeiro Invocação do Mal, dirigido por James Wan. De lá para cá, a saga foi responsável por reinventar o gênero de terror e trazê-lo novamente ao estrelato nas salas de cinema. Ao mesmo tempo, também ‘tipificou’ e limitou as produções a uma fórmula pouco criativa e muito repetitiva. Neste cenário, chega o desfecho final do ‘núcleo central’, ‘Invocação do Mal 4: O Último Ritual’ é o filme que melhor define o que foi esta década para o terror: o susto pipoca.

Tudo que popularizou a franquia está entregue. De ponta a ponta. O vilão genérico, carisma dos protagonistas, falta de criatividade e alguns bons sustos (ainda que telegrafados). De forma geral, é o terror que não busca assustar ou realmente impressionar, mas sim divertir o público com pequenos sustos em tela.

Qual a história?

Invocação do Mal 4: O Último Ritual marca o desfecho da franquia que acompanha as investigações sobrenaturais do casal de paranormais norte-americanos Ed e Lorraine Warren, interpretados por Patrick Wilson e Vera Farmiga.

Neste último capítulo, os Warren, afastados das investigações por conta da frágil saúde de Ed (que sofreu um infarto no filme anterior), precisam retornar às atividades após entidades atacarem uma família da Filadélfia e envolver sua filha Judy (Mia Tomlinson). Em meio ao caos, a família novamente precisa lutar para sobreviver.

Fórmula repetida

Os sustos telegrafados e os vilões padrões e pouco criativos marcam este quarto longa. Ou seja, a fórmula tradicional do Invocaverso está mantida. Isso pode agradar a muitos, acostumados com este estilo de terror de shopping center. Ao mesmo tempo, a repetição com certeza deixará muitos decepcionados.

Admito que a produção me divertiu. Alguns pontos deixam a desejar, em especial pela fragilidade da ameaça, que em momento nenhum fica definido a personificação do grande mal. Talvez, inclusive, a melhor definição seja o do espelho, o que claramente deixa a desejar. São três entidades e o espelho, mas nenhuma chega a ter o carimbo da freira Valak ou da boneca Annabelle.

Ainda assim, o carisma da dupla protagonista se sobressai e somos emergidos na narrativa, apesar de pouco profunda ou ameaçadora.

Final digno

Após o trágico terceiro filme, totalmente esquecível, Invocação do Mal 4 consegue finalizar bem a franquia e honrar a importante trajetória do Warren e dessa nova leva de filmes de terror. E, principalmente, dar um final digno para os protagonistas interpretados com maestria por Patrick Wilson e Vera Farmiga.

Está longe de ser uma obra prima, mas cumpre a sua função e entrega um divertimento. Algo que sempre foi a marca desta franquia. Ah, é bom enfatizar, este é o melhor filme dirigido pelo Michael Chaves, que está em evolução, lenta, mas em evolução a cada novo longa.

INVOCA
invocação do mal 4: o último ritual
O desfecho final do ‘núcleo central’, ‘Invocação do Mal 4: O Último Ritual’ é o filme que melhor define o que foi esta década para o terror: o susto pipoca.
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Sobre o Autor

Leonardo Pereira
Leonardo Pereira
Jornalista. Repórter no Folha do Mate, podcaster no Na Tabela e HTE Sports. Pitacos sobre cinema e cultura pop no Entre Sinopses.