Crítica | Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025)

Crítica | Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025)

Seguindo uma moda atual de Hollywood, a franquia Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado retorna quase 30 anos depois para uma espécie de sequência/remake nostálgico. Sabe aquele tipo de filme que continua uma franquia com novos personagens e traz os antigos quase como uma referência para ativar a nostalgia? É isso que acontece por aqui.

Mas será que a nova trama faz sentido? Os retornos são só um easter egg mesmo ou acrescentam à história? O filme funciona além da nostalgia? Vamos falar a respeito. A seguir, confira a minha crítica do retorno dessa franquia do terror slasher. Vem!

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Qual é a história do filme?

Em termos de história, nenhuma novidade. Um grupo de cinco amigos, durante a festa de noivado de dois do grupo, decide sair para ver uma queima de fogos. Alcoolizados, eles param e começam a brigar no meio da estrada. No entanto, quando um carro passa e acaba sofrendo acidente por causa deles, uma morte acontece e os amigos decidem manter segredo sobre a situação. Um ano depois, ameaças são feitas e eles começam a ser caçados por um assassino com um gancho na mão que, aos poucos, vai deixando vítimas pelo caminho.

A premissa é exatamente a mesma do filme de 1997, com a adição de um personagem a mais (agora são três mulheres e dois homens). Há algumas atualizações em termos de personalidade, mas nada muito profundo ou que nos faça ter conexão com os novos personagens. A cidade de Southport passou por um “rebranding”, onde as autoridades escondem as mortes que aconteceram para transformar o local em um paraíso turístico. Isso seria algo interessante de aprofundar, mas o filme não faz nenhuma questão.

O que dá errado

Além do grupo principal que não funciona bem, faltando química entre eles — diria que só a amizade entre Danica (Madelyn Cline) e Ava (Chase Sui Wonders) se salva — e a ambientação que é muito mal trabalhada, o filme tem um outro problema grave na minha opinião: o péssimo aproveitamento da trama e dos personagens antigos.

Jennifer Love Hewitt retorna como Julle James, protagonista do filme de 1997 e que lá é uma personagem boa em um filme apenas ok. Aqui ela é uma professora univesitária que decidiu não retornar a Southport, mas que vive nas redondezas. Ela aparece, dá uns conselhos e depois some. Apenas para aparecer de forma conveniente em um dos finais do filme (sim, ele tem muitos). Fica a impressão de que adicionaram a personagem somente depois, não ficando bem integrada com o resto do filme.

Já a volta de Freddie Prinze Jr como Ray Bronson tem mais tempo de tela, mas também não é bem trabalhada. Ele é um dos primeiros pilares para conectar essa nova trama com o filme original, além de ter uma relação com uma das novas protagonistas. No entanto, há decisões sobre o personagem que são tão ruins que… melhor até deixar quieto. Se assistir, tire suas conclusões.

E não dá para falar sobre pontos negativos sem ressaltar o quão fraco é o vilão O Pescador. Suas motivações até podem fazer certo sentido, mas há pouca lógica e quando as revelações acontecem o filme praticamente vira uma paródia de si mesmo.

O que dá certo

Sobre o que dá certo, temos referências interessantes. Seja os comentários que fazem sobre os acontecimentos anteriores da franquia, as localidades, cenários retirados diretamente do longa de 1997, citações e aparições especiais. Apesar de feita em excesso, a nostalgia é um ponto positivo para o filme.

Outra coisa que gostei foi não apelar para o sobrenatural. Fazer igual a terceira entrada da franquia, que não se conectava com os dois primeiros e por isso foi sabiamente ignorada aqui, seria um erro gigantesco. Nada de trazer Ben Willis de volta como uma entidade ou algo do tipo. Ponto positivo demais para o filme nessa.

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Pistas para o futuro

O filme deixa pistas para o futuro, seja na sua cena de encerramento ou até mesmo em uma longa cena pós-créditos. Com o filme fazendo somente 64 milhões de dólares nas bilheterias mundiais, muito menos que os 125 milhões do filme de 1997, é bem complicado imaginar que uma sequência seja feita. Mas… vamos aguardar. Se rolar, há potencial para melhorar. Principalmente se a continuação focar mais em história e personagens, e menos na nostalgia.

Vale a pena assistir?

A nova versão de Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado é quase que um copia e cola do original, atualizando para os tempos atuais e com uma porção de personagens desinteressantes, apoiando-se na nostalgia, ao mesmo tempo que mexe em detalhes importantes que podem desagradar fãs antigos. Não assusta, diverte pouco e os elementos nostálgicos não são bem feitos. Infelizmente, um filme fraco e que não justifica o retorno da franquia após tantos anos.

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EU SEI O QUE VOCÊS FIZERAM NO VERÃO PASSADO (2025)
Infelizmente, um filme fraco e que não justifica o retorno da franquia após tantos anos.
1.5

Direção: Jennifer Kaytin Robinson
Ano: 2025
Elenco: Chase Sui Wonders, Madelyn Cline, Sarah Pidgeon, Tyriq Withers, Jonah Hauer-King, Jennifer Love Hewitt, Freddie Prinze Jr. e mais

Sobre o Autor

Heider Mota
Heider Mota
Baiano, 29 anos, jornalista. Gosto de dar meus pitacos sobre filmes e séries por aqui.