Crítica | Como Treinar o Seu Dragão (2025)

“A moda agora é fazer live-action de animações”. Assim como a icônica música Beijo na Boca é Coisa do Passado, do Furacão 2000, que embalou baladas de funk no início dos anos 2000, Hollywood tem o seu novo xodó: adaptar animações para live-actions. Tem uns que dão certo, como Rei Leão e Lilo & Stich (em bilheteria, principalmente), outros são um fracasso terrível, como o mais recente Branca de Neve. No entanto, tem aqueles que apenas existem, é o caso de Como Treinar o Seu Dragão.
A produção da Dreamworks, baseada no livro homônimo de Cressida Cowell, recebeu a sua versão com pessoas reais e entrega aquilo que promete, um copia e cola da animação. Ainda que muito bem feito e com bilheteria acima dos U$$ 500 milhões, o novo filme é dispensável.
Tudo igual?
Na ilha de Berk, um garoto viking chamado Soluço desafia a tradição ao fazer amizade com o dragão Banguela. No entanto, quando uma ameaça surge, a amizade de Soluço com Banguela se torna a chave para forjar um novo futuro. Sim, é exatamente igual.
Raras são as diferenças entre o primeiro filme de animação e este de 2025. Tem o seu lado positivo, pela fidelidade quanto ao material base, e tem o negativo, da falta de criatividade em apresentar novos conceitos. É o famoso “eu já vi esse filme”.
Dedicação
No entanto, ao contrário de algumas adaptações recentes, é preciso elogiar o esmero e dedicação da equipe por trás deste projeto. Desde a direção competente de Dean DeBlois, passando pela qualidade técnica e fechando com as boas atuações.
DeBlois não reinventa a roda e até copia descaradamente alguns quadros da animação. A equipe técnica abraça um design de produção de alto nível, com maquiagem, figurino, penteados e efeitos visuais que não deixam nada a desejar para grandes produções que abordam a temática viking. E, por finalizar, o elenco encabeçado por Mason Thames como Soluço, é eficiente e consegue cativar assim como animação fazia. São diversas as cenas de tirar o fôlego pela beleza.
Ainda emocionante
Mesmo que você já tenha visto este mesmo filme, o novo Como Treinar o Seu Dragão ainda é merece aplausos. Ele emociona, até porque a história é muito interessante e, para quem não viu a animação, deve ser uma excelente experiência.
Queremos novas histórias
O 2025 tem sido marcado por reboot, remakes ou reimaginações de histórias que já conhecemos, parece que Hollywood, pelo menos no mainstream, tem apostado no seguro e não buscas novidades para cativar o público. A maioria não são filmes ruins, mas nenhum é marcante, pois todos repetem algo conhecido.
O primeiro Como Treinar o Seu Dragão é de 2010, um trilogia foi finalizada em 2019 e a indústria nos entrega um live-action em 2025. É muito rápido para sentirmos saudade ou vontade de ver novamente a mesma história – mesmo que com outra roupagem.
Vale a pena?
Vale sim. Principalmente para quem é fã da saga e tem saudade de Soluço e companhia. Mas, de forma geral, é uma produção totalmente dispensável e que foi realizada muito cedo.

Sobre o Autor

- Jornalista. Repórter no Folha do Mate, podcaster no Na Tabela e HTE Sports. Pitacos sobre cinema e cultura pop no Entre Sinopses.
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