Crítica | Caçada Final

Crítica | Caçada Final

Existem filmes que a gente já consegue categorizar ao colocar os olhos na tela. Com Caçada Final (Clear Cut), o diagnóstico é imediato: trata-se de um filme de ação raiz dos anos 90, perdido no tempo e espaço, lançado somente em 2024.

A premissa é simples: Jack (Clive Standen) decide que a melhor terapia para seus problemas pessoais é se isolar para trabalhar como madeireiro em uma floresta densa. O problema? Ele tropeça em uma operação de materiais ilícitos e vira alvo de criminosos locais.

Entre uma machadada e outra, o filme apresenta alguns flashbacks que tentam nos convencer de que há uma profundidade oculta ali. Spoiler: não há, e está tudo bem.

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Uma galhofa muitas vezes sem sentido

Procurar lógica em um filme como Caçada Final é estar com a expectativa desregulada. Mas, se você ajustar entender que está indo assistir a um filme para ver em uma “tarde de domingo com o cérebro desligado”, dá para achar diversão ali.

O filme entrega um pacote completo de entretenimento duvidoso: uma porradaria honesta (mas ruim e mal coreografada); explosões que brotam do nada e ferimentos que cicatrizam entre uma cena e outra; efeitos especiais datados, sangue com textura de groselha e muito mais.

E não podemos esquecer o Bingo do Clichê. O filme gabarita a lista: herói torturado pelo passado? Confere. Bandidos com a mira de um Stormtrooper? Confere. O protagonista que apanha como um saco de pancadas, mas levanta intacto para o golpe final? Com certeza.

Não vou jamais dizer que esse filme não vale a pena assistir, pois é justamente tudo isso que torna a experiência tão única. Como falei anteriormente, parece um filme de ação dos anos 1990 e na época todo mundo (olha a generalização exagerada aí) gostava.

Elenco desperdiçado

As atuações do filme são pavorosas. O elenco conta com nomes conhecidos como Alec Baldwin e Tom Welling, o eterno Clark de Smalville. Mas a sensação é que eles foram totalmente desperdiçados e não acrescentam muito para o filme.

O roteiro tenta dar estofo ao protagonista Jack com flashbacks constantes, inclusive usando um filtro amarelado para não deixar qualquer dúvida que a cena é no passado. Um recurso desnecessário, mas que até combina com os clichês que o filme traz.

Mesmo com isso tudo, ainda vale a pena assistir?

https://www.youtube.com/shorts/fVIjR2AtQ8g

Quem leu tudo até aqui pode imaginar que o filme é uma bomba inassistível. E é quase isso mesmo, mas ele tem um ponto positivo que muda tudo: NÃO SE LEVAR A SÉRIO. Repare bem em uma cena no começo do filme onde um personagem fala com o outro sobre o posicionamento de umas toras de madeira. Isso vai retornar no final, e é simplesmente GENIAL (impactante, mas não do jeito que você possa ter pensado).

Caçada Final é ruim? Tecnicamente, sim. Mas é divertidíssimo. É um convite para viajar no tempo e ter a sensação de estar em uma locadora escolhendo a capa mais explosiva da prateleira. Se a meta é relaxar após um dia estressante, pode assistir sem medo. NOTA? ABSOLUTE FILME!

Cacada Final
caçada final
Caçada Final (Clear Cut) é divertíssimo, e ser ruim é parte da experiência. Trata-se de um entretenimento que te convida a viajar no tempo e ter a sensação de assistir a um filme de 30 anos atrás em pleno ano de 2025
1.5

Direção: Brian Skiba
Elenco: Clive Alec Baldwin, Stephen Dorff, Lochlyn Munro, Jesse Metcalfe, Tom Welling e mais.
Duração: 1h28min
Disponível em: Adrenalina Pura+

Sobre o Autor

Heider Mota
Heider Mota
Baiano, 29 anos, jornalista. Gosto de dar meus pitacos sobre filmes e séries por aqui.