Crítica | Branca de Neve (2025)

Depois de Bela, Cinderela e Ariel fazerem suas estreias nas telonas, chegou a vez da primeira princesa da Disney brilhar. Em 2025, Branca de Neve ganha mais um live-action, dessa vez feito pela própria Disney.
Recheado de polêmicas desde o começo da produção, o filme prometia inovar e “atualizar” a história da princesa. Mas será que isso de fato aconteceu? Confira aqui a crítica de Branca de Neve (2025) e descubra!
Qual é a história do filme?
Apesar de algumas diferenças, a história base é a mesma. Após a morte da rainha, mãe de Branca de Neve, o rei se casa com a famosa e temida Rainha Má, aqui vivida por Gal Gadot (Mulher Maravilha). Com o passar do tempo, a Rainha vai se tornando cada vez mais cheia de si e transformando o reino que governa em ambiente de tirania e frieza. Depois de viver anos praticamente escravizada pela madrasta, Branca de Neve decide agir em vez de apenas esperar que algo aconteça. A partir daí as coisas se desenrolam e o filme acontece.
Decisões sem sentido
Quem acompanhou os bastidores da produção se lembra que desde o casting até as alterações na história causaram muito burburinho pela internet. Escolher uma atriz não branca para viver a Branca de Neve deixou muitas pessoas confusas. Por que essa escolha? Seria apenas uma questão de representatividade forçada? Independente disso, digo com tranquilidade que Rachel Zagler está muito bem no papel. Ela trouxe à vida uma Branca de Neve meiga, gentil, mas muito forte e decidida. Para além disso, ela canta muito bem! Sem dúvidas, foi uma decisão acertada por parte do estúdio.
Agora, duas coisas me incomodaram bastante. A primeira delas foi a decisão de substituírem os 7 anões por “criaturas mágicas”. Se eu estiver errada me corrija, mas alguma pessoa com nanismo realmente se sentia ofendida pelos personagens? Sei que estou entrando em um território perigoso, mas, de verdade, não seria mal algum se fossem atores reais vivendo Atchim, Zangado, Dengoso, Feliz, Mestre, Dunga e Soneca, em minha opinião. Deixaram de empregar 7 pessoas capazes de fazer um trabalho maravilhoso. Digo tudo isso principalmente porque o visual das criaturinhas me causou uma certa estranheza. Não parecem mágicos, mas também não parecem muito humanos. Fizeram algo no meio disso e que não ficou muito bom.
Mas, minha maior revolta fica por terem EXCLUÍDO o príncipe da história. A justificativa do estúdio para essa escolha era de que queriam que a própria Branca de Neve fosse a heroína de sua história. Entendo perfeitamente essa linha de raciocínio, mas, sinceramente? Discordo completamente. A princesa Ariel no live-action de A Pequena Sereia, por exemplo, é dona de sua própria história e consegue viver um romance com o príncipe Eric ao mesmo tempo. Por que Branca de Neve não poderia? O pior de tudo é que, apesar de não estar na história, o príncipe “está”. Jonathan, o líder de um grupo de rebeldes do reino faz o papel de par romântico da protagonista, sendo participante ativo da história e protagonizando uma das cenas mais icônicas do filme original. Pois é, podiam ter mantido o príncipe Florian na história mesmo com todas as alterações. Além disso, o casal nem convence! A relação deles foi mal construída.
10 curiosidades sobre Branca de Neve
Um filme lindo de se olhar
Apesar de todos os seus defeitos, Branca de Neve é uma obra de arte visual. Figurinos, cenários, ambientação de modo geral, estão belíssimos. Dá gosto de ver. O visual da Rainha Má está impecável, muito parecido com o que vimos na animação, mas com um toque pessoal da trama em live-action. Senti falta do icônico lacinho vermelho na cabeça da princesa, que chega até a fazer parte de seu figurino em determinado momento, mas logo desaparece. O reino (antes da chegada da Rainha Má, é claro) é muito bonito e colorido. Há um toque mágico no local e nas pessoas ali presentes que fazem o espectador ficar bem imerso na história.
No aspecto musical, as canções são legais, mas não muito marcantes. De longe, a mais legal é a música dos não 7 anões. Tem o toque nostálgico da original e sua modernização também ficou bem bacana. Duvido você assistir e não ficar com “eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou” na cabeça.
O filme é ruim mesmo?
Sendo bem sincera, não é horroroso, mas também não é uma maravilha. “Meh” é uma boa palavra para descrevê-lo. O longa é realmente muito bonito, tem uma protagonista interessante e uma vilã imponente, mas acaba não sendo nada demais. Pra quem estiver curioso de assistir essa versão acho que vale a pena a experiência. Se você não faz muita questão disso, pode deixar passar numa boa. Infelizmente, Branca de Neve (2025) não consegue manter o brilho e a inovação presentes na animação de 1942.

Direção: Mark Webb
Ano: 2025
Elenco: Rachel Zagler, Gal Gadot, Andrew Burnap, Ansu Kabia e mais.
Duração: 1h54min
Sobre o Autor

- Baiana, 23 anos, estudante de Cinema e Audiovisual. Apaixonada por animações e videogame. Amo falar e escrever sobre meus filmes, séries e livros favoritos.
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