A 2ª temporada de Percy Jackson e os Olimpianos vale a pena?

Uma dasséries mais assistidas no Disney+ no Brasil, Percy Jackson e os Olimpianos teve a segunda temporada encerrada recentemente e dividiu o público. Por um lado, seguem os elogios por ser fiel aos livros e entregar uma trama mais coesa com a base original do escritor Rick Riordan, enquanto que segue com os problemas do primeiro ano, como a falta de impacto e o enredo infantil.
No entanto, ainda que com ressalvas, a segunda temporada da série me agradou e deixou com as expectativas lá no alto para o terceiro ano – que já deve estrear em 2026 mesmo, conforme o anúncio na cena pós crédito.
O que melhorou na série de Percy Jackson?
Abordando os acontecimentos do segundo livro, O Mar de Monstros, a trama acompanha Percy (Walker Scobell) e Annabeth (Leah Jeffries) no enfrentamento ao perigoso caminho até a ilha de Polifemo para salvar Grover (Aryan Simhadri) e encontrar o Velocino de Ouro, que pode curar qualquer ferida. Na caça deles, novamente Luke (Charlie Bushnell), filho de Hermes.
Um dos destaques desta temporada é o melhor desenvolvimento dos personagens e do universo. Annabeth passa a ter um co-protagonismo ao lado de Percy, sendo a responsável pelos principais avanços da trama. Assim como o Acampamento Meio-Sangue e a mitologia da saga passa a ganhar mais espaço. Novos personagens e criaturas se tornam importantes na trama e, para quem gosta dos livros, vai reconhecer rostos marcantes.
A adição do ciclope Tyson, meio-irmão de Percy interpretado por Daniel Diemer, é o grande ponto alto da trama. Espalhando leveza e inocência, o personagem é cativante e, por vezes, ganha até mais protagonista do que a trupe principal.
Confira a nossa crítica da primeira temporada de Percy Jackson e os Olimpianos
Por conta disso, o enredo passa a ganhar corpo de saga. O que isso significa? No primeiro ano, a trama parecia uma aventura isolada, agora os acontecimentos passam a desenhar um roteiro a longo prazo, com ações que desencadeiam um risco maior para os protagonistas. A virada de chave para uma trama mais adulta será na próxima temporada, quando o enredo passa a ter maiores consequências e perigos.
Ainda que seja uma dificuldade da série, é possível listar alguns momentos marcantes desta temporada. A travessia do Mar de Monstros, o encontro com Polifemo, as aparições de Thalia e de Blackjack, o passado de Annabeth e a rivalidade de Percy e Luke. São cenas que ficam na memória dos fãs.
Ainda precisa evoluir
A atuação dos atores protagonistas deixa a desejar. Não que o núcleo central seja ruim, mas é o risco de ter atores tão jovens – idade equivalente a dos livros – para carregar a trama. Isso gera pequenos momentos constrangedores, onde eles estragam o impacto que a situação merecia.
A parte gráfica da série também deixa a desejar em alguns pontos. Apesar dos esforços dos diretores em mascarar o orçamento mais reduzido, em determinadas circunstâncias a situação fica muito clara. Não chega a atrapalhar, mas tira a magia de algumas cenas.
O futuro de Percy Jackson
Com a terceira temporada já anunciada para este ano, Percy Jackson e os Olimpianos ganha força como a melhor adaptação da saga de Rick Riordan para as telas. Os atores e produtores prometem que a nova temporada será a mais fiel até o momento, tendo como base o terceiro livro da saga de Rick Riorda, A Maldição do Titã, o que já é algo a ser comemorado. É uma série divertida e que dá um quentinho no coração dos fãs dos livros – como eu.
Resta, agora, acreditar que a série evoluirá junto de seus personagens e conquistará cada vez mais espectadores. Até para que, no futuro, possamos parar de comparar com os filmes da década passada e passar a analisar a saga totalmente nos livros. Afinal, ser a mais fiel não é sinônimo de uma boa adaptação cinematográfica, mas é um enorme começo.

Sobre o Autor

- Jornalista. Repórter no Folha do Mate, podcaster no Na Tabela e HTE Sports. Pitacos sobre cinema e cultura pop no Entre Sinopses.
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